A prefeitura de São Paulo divulgou nesta sexta-feira (30) estimativas impressionantes para o carnaval de 2026 na capital paulista. Segundo dados apresentados em coletiva de imprensa, a expectativa é que 16,5 milhões de pessoas ocupem as ruas da cidade durante os festejos, com uma projeção de arrecadação financeira direta e indireta de R$ 3,4 bilhões.

O evento contará com uma estrutura robusta e inédita em termos de financiamento. Serão 11 circuitos de megablocos e 627 blocos tradicionais espalhados pela cidade, todos custeados integralmente pela Ambev, que investiu R$ 29 milhões. De acordo com a administração municipal, 100% da estrutura do carnaval de rua será paga com recursos privados, um modelo que vem sendo aperfeiçoado nos últimos anos.

Os megablocos vão circular por regiões estratégicas e tradicionais da folia paulistana: Ibirapuera, Faria Lima, Hélio Pellegrino, Rua dos Pinheiros, Henrique Schaumann, Marquês de São Vicente, Laguna, Paulo VI, Praça da República, Consolação e Augusta. A distribuição busca democratizar o acesso e descentralizar a festa, aliviando a concentração em áreas centrais.

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No Sambódromo do Anhembi, a tradição segue com força total. 32 escolas de samba desfilarão, com expectativa de atrair 350 mil espectadores ao longo dos dias de apresentações. A estrutura de saúde no local será reforçada com 16 ambulâncias de plantão contínuo, 8 equipes médicas e 3 postos de saúde distribuídos em pontos-chave da passarela. Além do Grupo Especial, a União das Escolas de Samba de São Paulo (UESP) promoverá desfiles com 68 agremiações e o tradicional Fochê, totalizando 5 dias de apresentações nas ruas com 20 mil componentes.

A segurança pública recebeu atenção especial no planejamento. Gustavo Pires, diretor presidente da SPTuris, informou que durante os oito dias de carnaval, 42 mil policiais militares e 2,5 mil viaturas estarão em serviço. Os agentes contarão com tecnologia de ponta: câmeras corporais com transmissão ao vivo, drones e aeronaves do Comando de Aviação da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CavPM).

O trânsito, sempre um desafio em São Paulo, terá mais de 12 mil profissionais trabalhando 24 horas durante o período. Haverá 4,4 mil bloqueios de vias e 2,2 mil viaturas do CET atuando para garantir fluidez e segurança nos deslocamentos.

Na área da saúde, a prefeitura montou uma rede extensa de atendimento. Nos blocos, 80 postos de saúde estarão distribuídos por dia, com 960 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e administrativos. Além disso, 1.920 bombeiros serão distribuídos pelos blocos para socorrer foliões. Para atendimento médico mais complexo, 34 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 12 Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) funcionarão 24 horas, complementadas por 23 hospitais de urgência e emergência da rede municipal, 174 ambulâncias do SAMU e 640 profissionais.

Os direitos humanos e a acessibilidade também foram priorizados no planejamento. 400 profissionais especializados – incluindo psicólogas, assistentes sociais e orientadores jurídicos – atuarão para garantir acolhimento e combater discriminações e violações de direitos humanos, com foco especial em casos de assédio sexual. Para segurança das famílias, 52 conselheiros tutelares estarão de plantão, com distribuição de pulseiras de identificação para crianças e suporte da Divisão de Localização Familiar e Desaparecidos, com apoio do Smart Sampa.

Na questão da acessibilidade, destaque para a interpretação em Libras dos sambas-enredo das escolas de samba do Grupo Especial e Acesso 1, além de cabine de audiodescrição no Sambódromo, garantindo que pessoas com deficiência possam participar plenamente da festa.

Os números apresentados pela prefeitura mostram um carnaval que se consolida não apenas como a maior festa popular do país, mas também como um evento de grande impacto econômico e social, com planejamento detalhado que envolve múltiplas secretarias e parcerias público-privadas.