O Governo de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (5) uma operação de socorro para auxiliar as famílias afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista no último domingo (4). A cidade de Mongaguá, uma das mais castigadas pelas tempestades, receberá 2.100 itens de ajuda humanitária, incluindo cobertores, colchões, cestas básicas e materiais de higiene.

De acordo com os dados consolidados pelo Gabinete de Crise SP Sempre Alerta, que monitora a situação meteorológica em todo o estado desde 29 de dezembro, Mongaguá registrou 94 pessoas desabrigadas e 230 desalojadas após a chuva forte com rajadas de vento que causou pontos de alagamento e queda de estrutura metálica. A cidade solicitou ajuda humanitária ao Estado, que será enviada por caminhões da Defesa Civil e do Fundo Social.

Apesar do grande volume de chuva que atingiu várias regiões paulistas, não há registro de mortos, feridos ou desaparecidos em todo o estado. No total, São Paulo contabiliza 236 pessoas desalojadas e 133 desabrigadas em decorrência dos eventos climáticos recentes.

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O gabinete de crise, que reúne representantes de órgãos estaduais, concessionárias de serviços essenciais e agências reguladoras, tem tomado decisões baseadas em dados técnicos e informações consolidadas em tempo real. A atuação é apoiada pelo Painel de Inteligência da Defesa Civil, ferramenta tecnológica utilizada para monitoramento e subsidiar a tomada de decisões.

Durante todo o domingo, as equipes do Governo de São Paulo monitoraram interdições em rodovias e problemas técnicos em estações de tratamento de água por conta das fortes chuvas. A Serra Mogi-Bertioga (SP-098) já foi liberada, enquanto a Rodovia Anchieta teve pista livre após queda de árvore.

Outras cidades também registraram ocorrências significativas. Em Peruíbe, a chuva forte com rajadas de vento causou pontos de alagamento em vias públicas, deixando quatro pessoas desalojadas. Cubatão enfrentou extravasamento de rio que provocou o desabrigamento temporário de 36 pessoas. Juquitiba e Ubatuba tiveram alagamentos em vias públicas, com Ubatuba registrando ainda deslizamento no bairro Camburi e solapamento de via, mas sem vítimas.

Rio Grande da Serra sofreu com deslizamento de terra em residência que atingiu o banheiro do imóvel, deixando três pessoas desabrigadas que estão sendo assistidas pela assistência social. Pedro de Toledo e Juquiá registraram quedas de árvores sobre vias públicas, com Juquiá tendo ainda queda de muro e destelhamento de duas residências e um ginásio, resultando em duas pessoas desalojadas.

Ribeirão Pires enfrentou múltiplos problemas incluindo alagamentos, acúmulo de lixo nas vias, deslizamento de terra, interdição temporária de vias públicas e queda parcial do muro de uma residência. Itariri teve o transbordamento de rios no distrito de Ana Dias, provocando alagamentos e danos em duas pontes, sendo uma totalmente danificada, o que resultou na interdição do acesso pela via principal. Ribeirão Preto registrou destelhamento total de uma residência, mas sem vítimas.

A Rodovia Ivo Zanella também teve registro de queda de árvores, conforme divulgado pela Defesa Civil. A situação continua sendo monitorada pelo governo estadual, que mantém o alerta para novas ocorrências enquanto as equipes trabalham no atendimento às famílias afetadas e na recuperação das áreas danificadas.