O estado de São Paulo está vivendo o maior movimento de expansão da mobilidade urbana de sua história, com obras simultâneas em oito linhas de metrô e trem que estão transformando o cenário do transporte público. Com investimentos de R$ 57 bilhões apenas na ampliação da rede metroviária e mais R$ 14 bilhões destinados à expansão ferroviária, o atual ritmo de obras supera a média registrada nos últimos 50 anos, marcando um novo capítulo na infraestrutura paulista.
O programa SP nos Trilhos, estruturado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), reúne mais de 40 projetos com cerca de R$ 190 bilhões em investimentos estimados. A iniciativa prevê mais de mil quilômetros de novas linhas que integrarão a Grande São Paulo ao interior e ao litoral, com potencial de gerar aproximadamente 150 mil empregos. O foco está na ampliação da mobilidade, redução das desigualdades regionais e dinamização das economias locais.
Entre as linhas em expansão estão a 2-Verde, 4-Amarela, 6-Laranja, 15-Prata e 17-Ouro no sistema metroviário, que ganharão cerca de 50 quilômetros de extensão. Na rede ferroviária, as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade receberão 22 quilômetros de ampliação. "Esse resultado é fruto de um sólido trabalho de planejamento e coordenação da atual gestão, que permitiu destravar projetos paralisados e viabilizar novos investimentos estratégicos", destacam os responsáveis pelo programa.
Um dos marcos históricos dessa expansão é a extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra. Pela primeira vez na história, uma linha de metrô gerida pela companhia cruzará a fronteira municipal de São Paulo, ultrapassando os limites da capital. O projeto conta com uma engenharia financeira que soma aportes do Estado e da concessionária ViaQuatro, com cronograma de obras já definido.
Outro destaque é a Linha 6-Laranja, considerada a maior obra de mobilidade urbana em execução no Brasil. Com 75% de conclusão já alcançada em 2025, o projeto mobiliza mais de 10 mil trabalhadores entre empregos diretos e indiretos. O investimento estimado é de R$ 19,1 bilhões para 15 estações distribuídas ao longo de 15,3 quilômetros. A operação está prevista em duas etapas: o trecho entre Brasilândia e Perdizes em 2026, e a linha completa até São Joaquim em 2027.
Simultaneamente, a Linha 5-Lilás será levada até o Jardim Ângela, atendendo a uma reivindicação histórica da região do M'Boi Mirim. O projeto foi ajustado para ser majoritariamente subterrâneo, reduzindo desapropriações e impactos na superfície desta área densamente povoada.
Na rede ferroviária, o foco está na requalificação do Lote Alto Tietê. Com a concessão das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, estão previstos R$ 14,3 bilhões em investimentos privados. O contrato exige não apenas a modernização de estações e vias, mas a expansão física dos trilhos.
Olhando para a conexão entre metrópoles, o programa SP nos Trilhos viabiliza projetos ambiciosos como o TIC Eixo Norte, que será o primeiro trem de média velocidade do país. Com obras previstas para iniciar no primeiro semestre de 2026 e investimento de R$ 14,2 bilhões, o sistema ligará Campinas a São Paulo em cerca de 60 minutos. Já o projeto do TIC Sorocaba, com aporte estimado em R$ 12 bilhões, avança após a conclusão das audiências públicas.
A Linha 17-Ouro, por sua vez, entra na fase final com 93% de obra concluída, demonstrando o avanço consistente das obras em todo o sistema. Essa expansão massiva não apenas melhora a mobilidade dos paulistas, mas também reforça o eixo Norte-Centro da capital, ampliando a conexão com universidades, polos de inovação e outras linhas do sistema metroferroviário.
Com cronogramas definidos e investimentos garantidos, São Paulo escreve um novo capítulo em sua história de mobilidade urbana, superando índices históricos e criando as bases para um sistema de transporte mais integrado, eficiente e capaz de atender às demandas de uma das maiores regiões metropolitanas do mundo.

