A Sanepar deu início, nesta semana, aos testes da tubulação que vai trazer água do Rio Tibagi para Rolândia, no norte do Paraná. Equipes estão realizando descargas de rede para a lavagem da tubulação na Avenida Brasília. Nos próximos dias, o procedimento deve se repetir pela Rua Santa Catarina e Avenida Romário Martins até o reservatório, localizado na Avenida Presidente Bernardes.
Nesta quinta-feira (5), o prefeito de Rolândia, Ailton Maistro, esteve com gerentes e técnicos da Sanepar num trecho que está em testes. Ele destacou o empenho da equipe na conclusão da obra, que deve ocorrer ainda em março e representa um momento histórico para a cidade. “Esse incremento agora, da água do Tibagi, está aumentando o nosso potencial em 25%. Só temos que agradecer a Sanepar pelo belo trabalho, com esse líquido tão precioso que é a nossa água”, declarou o prefeito.
O gerente-geral da Sanepar na região Nordeste, Rafael Leite, explicou que esta é a última etapa da obra de duplicação do Sistema Tibagi. O sistema já passou por ampliação desde a captação até a estação de tratamento, em Londrina, incluindo elevatórias para levar água até Cambé. Agora, foram construídos 12 km de adutora para que essa água pudesse chegar até o reservatório central de Rolândia.
O investimento só dessa última etapa, da adutora, é de mais de R$ 13 milhões. “Já estamos na última etapa fazendo a limpeza da tubulação, os testes de estanqueidade da tubulação, teste dos equipamentos de bombeamento, para que nos próximos dias a água já esteja dentro dos padrões de qualidade e possa ser distribuída para a população”, anunciou Leite.
Ele enfatizou que, durante a execução da obra, é comum que entre terra na tubulação, por isso a necessidade de lavagem e do descarte, que é feito de maneira controlada. A limpeza é um procedimento do controle de qualidade da água, com medição de parâmetros de potabilidade a cada trecho.
O gerente regional da Sanepar, Leonardo Violin, reforçou a importância do processo. “Este é um processo essencial antes de interligar a tubulação ao sistema. É preciso fazer a lavagem e encher a adutora para checar a estanqueidade, isto é, verificar se a tubulação está íntegra, sem furos ou trincas e se está bem conectada. Neste momento, podem ser identificados vazamentos”, explicou. Ele pediu a compreensão dos moradores que virem a água escorrendo pela rua nos próximos dias.
A integração da cidade ao Sistema Tibagi, que hoje já atende Londrina e Cambé, significa um acréscimo de 25% na produção de água de Rolândia. Ao todo, foram implantados 12,5 mil metros de tubulação com diâmetro de 400 milímetros, para transportar 140 litros de água por segundo. O novo sistema complementa o sistema existente, composto pelos ribeirões Ema e Jaú.

