A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) marcou presença em uma série de eventos estratégicos nesta semana, participando de debates sobre o futuro do saneamento básico e dos investimentos em infraestrutura no Brasil. Os encontros, realizados em São Paulo e no Rio Grande do Sul, colocaram em pauta modelos de parceria, concessões e os desafios para ampliar o acesso à água e ao esgoto no país.
Na quarta-feira (25), o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, foi um dos palestrantes do Raio-X das PPPs de Saneamento, fórum dedicado a discutir Parcerias Público-Privadas e concessões no setor. Bley deixou claro que, embora a prioridade da empresa seja fortalecer o Paraná, a Sanepar está de olho em novas fronteiras. “Temos uma estratégia ativa para participar de concessões e parcerias em outros estados brasileiros e até no Exterior, aproveitando nossa experiência operacional”, afirmou.
O executivo explicou que a companhia não quer se limitar ao saneamento tradicional. “Para além do saneamento tradicional, queremos transformar a infraestrutura em plataformas de negócios, como a valorização do lodo de esgoto via coprocessamento, compostagem acelerada, entre outros objetivos já mapeados”. O evento serve tanto para atrair investidores para projetos de expansão – rumo às metas de universalização de 2033 – quanto para posicionar a Sanepar como referência em inovação e gestão de parcerias.
Bley destacou que o desafio das PPPs vai além do aspecto jurídico. “O desafio da nossa parceria público-privada é mais que jurídico, ele também precisa ser operacional. Os resultados que provém dessa união é a saúde pública, inclusão social, um índice de desenvolvimento humano avançado e a possibilidade de poder investir em municípios que muitas vezes não teriam esse cuidado especial”.
Já no P3C, principal evento setorial de infraestrutura do Brasil, realizado em São Paulo, a Sanepar apresentou os desafios das PPPs no contexto do Novo Marco Legal do Saneamento. A especialista em Novos Negócios da companhia, Marisa Sueli S. Caprilioni, explicou o modelo adotado pela empresa. “Nos contratos adotados pela Companhia, a governança pública e o relacionamento com a agência reguladora permanecem sob responsabilidade da Sanepar, enquanto o parceiro privado atua com metas claras e desempenho mensurável”.
Segundo Marisa, “O painel trouxe a importância de equilibrar padronização regulatória e flexibilidade contratual para garantir segurança jurídica, eficiência operacional e avanço na universalização”. A discussão reforçou que o saneamento é um serviço essencial, com impacto direto na saúde, na dignidade e no desenvolvimento da sociedade.
Encerrando a semana de participações, na quinta-feira (26), a Sanepar esteve presente no Infra Sul GRI, em Porto Alegre (RS). O evento debateu o papel da Região Sul como plataforma estratégica para o desenvolvimento nacional, articulando infraestrutura, indústria, saneamento, energia e inovação. Wilson Bley apresentou a Sanepar como um elemento essencial para o desenvolvimento do Paraná.
“O propósito da empresa não é apenas fazer saneamento, é levar saúde e esse resultado precisa ser encontrado todo dia. A Companhia vive hoje um grande momento, nós temos planejamento sólido que prevê mais de R$ 12 bilhões em investimentos até 2030 para garantir a universalização”, acrescentou o diretor-presidente. A cifra bilionária destaca o compromisso da empresa com a meta de levar água tratada e coleta de esgoto a toda a população paranaense, enquanto busca oportunidades para expandir sua atuação e expertise para além das fronteiras do estado.

