O leilão da Rota Mogiana, marcado para a próxima sexta-feira (27), trará uma notícia aliviante para o bolso dos motoristas do interior paulista: redução imediata nas tarifas das praças de pedágio atuais, com quedas que podem chegar a impressionantes 29% em alguns trechos. A medida faz parte da política do Governo de São Paulo de padronização da tarifa quilométrica, que estabelece um valor menor e uniforme por quilômetro percorrido em todo o Estado.

As maiores reduções ocorrerão em Jaguariúna (–29%), Águas da Prata (–27%) e Estiva Gerbi (–26%). Também terão queda nos valores Espírito Santo do Pinhal e Itobi (–20%), Casa Branca (–13%), Mococa (–9%) e Aguaí (–5%). Em nenhum caso haverá aumento nas praças existentes, garantindo que nenhum usuário será prejudicado na transição para o novo modelo.

A tarifa quilométrica inicial será cerca de 20% menor que a atualmente praticada no contrato anterior, reduzindo distorções históricas entre concessões e garantindo maior equilíbrio tarifário entre regiões. A padronização é a base para a implantação do modelo de cobrança proporcional, no qual o usuário paga apenas pelo trecho efetivamente percorrido, um sistema mais justo que elimina pagamentos por trechos não utilizados.

Publicidade
Publicidade

Além da redução na largada, o novo modelo amplia os benefícios ao motorista. Usuários frequentes terão descontos progressivos, que podem chegar a até 20% ao mês por pórtico. Motociclistas permanecem isentos de pagamento, mantendo uma política que beneficia esse grupo de usuários. O sistema prevê prazo de até 30 dias para quitação da tarifa antes da aplicação de penalidade, oferecendo maior flexibilidade aos condutores.

A concessão também estabelece que novos pontos de cobrança só poderão iniciar operação após a execução das melhorias iniciais obrigatórias, com fiscalização da agência reguladora. Isso garante que a cobrança venha acompanhada de melhorias concretas na infraestrutura, evitando que os usuários paguem por serviços ainda não implementados.

A redução das tarifas marca o início de um novo ciclo de modernização da malha rodoviária da região, que beneficiará aproximadamente 2,3 milhões de pessoas em 22 municípios do interior paulista. A medida combina alívio imediato no custo de deslocamento com perspectivas de melhoria na qualidade das rodovias.

Plano de investimentos robusto

Com 520 quilômetros de extensão, a Rota Mogiana prevê investimentos estimados em R$ 9,4 bilhões ao longo do contrato, voltados à ampliação da capacidade e à melhoria da segurança viária. Os recursos serão aplicados em transformações estruturais que prometem mudar a realidade das estradas da região.

Estão previstas duplicações de mais de 217 quilômetros em rodovias estratégicas, como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. Também serão implantados 138 quilômetros de faixas adicionais e 86 quilômetros de novas vias marginais, promovendo maior fluidez do tráfego e redução do tempo de viagem para motoristas e transportadores.

O projeto inclui ainda a construção de 58 novas passarelas para pedestres e 129 novos dispositivos de interseção, além de vias locais, reforçando a segurança e a integração entre rodovias e áreas urbanas. Parte dessas definições foi incorporada a partir das contribuições recebidas durante o processo de consulta pública, demonstrando que o projeto considerou as necessidades das comunidades locais.

Com redução tarifária na largada e um amplo plano de investimentos, a Rota Mogiana combina menor custo ao usuário com modernização da infraestrutura, alinhando justiça tarifária, segurança viária e desenvolvimento regional. O modelo representa uma evolução nas concessões rodoviárias paulistas, onde benefícios imediatos se unem a melhorias estruturais de longo prazo.