O Governo de São Paulo deu mais um passo importante na modernização da malha viária do interior do estado. O Consórcio Rota Mogiana foi habilitado definitivamente como vencedor do leilão de concessão do lote rodoviário realizado na Bolsa de Valores (B3). Com isso, o projeto segue agora para as etapas de homologação e adjudicação, que antecedem a assinatura do contrato.
De acordo com a Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo (SPI), após essa fase, a concessionária terá até 60 dias para formalizar o acordo e iniciar a transição operacional. O secretário Rafael Benini destacou a importância do processo: "A Rota Mogiana mostra que São Paulo tem projetos bem estruturados, com segurança jurídica e foco em entrega. É isso que garante competição no leilão, atrai investimento e, principalmente, viabiliza obras que fazem diferença na vida das pessoas".
O consórcio vencedor apresentou a maior oferta de outorga fixa, no valor de R$ 1,08 bilhão, com um ágio impressionante de 187.007,54% em relação ao mínimo previsto no edital, superando outras três propostas na disputa. A concessão abrange 520 quilômetros de rodovias, reunindo trechos atualmente sob gestão da Renovias e do DER, e terá duração de 30 anos.
Ao longo do contrato, estão previstos R$ 9,4 bilhões em investimentos voltados à ampliação da capacidade, modernização da infraestrutura e melhoria das condições de tráfego. Entre as principais intervenções, estão mais de 217 quilômetros de duplicações em rodovias estratégicas, além da implantação de 86 quilômetros de vias marginais, 138 quilômetros de faixas adicionais, 58 novas passarelas e 129 dispositivos de interseção e acessos.
O projeto estrutura um corredor logístico estratégico que conecta a Região Metropolitana de Campinas a Ribeirão Preto e à divisa com Minas Gerais. Essa conexão terá impacto direto no escoamento da produção agrícola, na integração entre polos industriais e no fortalecimento do turismo regional. A concessão deve beneficiar aproximadamente 2,3 milhões de pessoas em 22 municípios e gerar cerca de 11 mil empregos diretos e indiretos.
Uma das grandes novidades para os usuários será a redução nas tarifas atuais de pedágio em diversas praças, com quedas que chegam a até 29%. Essa medida está alinhada à política de padronização do valor por quilômetro e à cobrança mais proporcional ao uso da rodovia, uma diretriz do modelo adotado pelo Estado que prevê melhorias desde o início da operação.
Durante o período de licitação, o projeto contou com ampla participação da sociedade. Foram realizadas consultas e audiências públicas que incorporaram contribuições de cidadãos, gestores municipais e agentes do setor. Ao todo, 284 contribuições foram analisadas pelas equipes técnicas da SPI e da Artesp e incorporadas ao edital, resultando em um modelo contratual mais equilibrado, seguro e eficiente para os usuários.
O projeto da Rota Mogiana integra o programa SP pra Toda Obra, iniciativa do Governo de São Paulo que prevê melhorias em 21,2 mil quilômetros de rodovias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) e pelas concessionárias, com supervisão da Artesp. Trata-se do maior investimento da história do estado de São Paulo em infraestrutura rodoviária, com R$ 30,5 bilhões em recursos.
Vale destacar que São Paulo mantém sua posição de destaque na qualidade das rodovias brasileiras. De acordo com a mais recente Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 14 das 20 rodovias mais bem avaliadas do Brasil estão em São Paulo, sendo 11 concedidas. O levantamento considera critérios como qualidade do pavimento, sinalização e geometria da via, reforçando o protagonismo do Estado em segurança viária e eficiência operacional.
Com a habilitação do consórcio vencedor, a Rota Mogiana segue seu cronograma para se tornar realidade, prometendo transformar a mobilidade e a logística em uma das regiões mais produtivas do interior paulista, com benefícios que vão desde a redução de custos com pedágio até a geração de milhares de empregos e o fortalecimento da economia regional.

