O Governo de São Paulo inaugura na próxima segunda-feira (22) a primeira metade do trecho norte do Rodoanel Mário Covas, trazendo uma inovação que coloca a rodovia paulista no mesmo patamar de pistas de competição internacionais. O novo trecho, que ligará as rodovias Fernão Dias e Presidente Dutra, será revestido com o SMA (Stone Mastic Asphalt), conhecido como "asfalto com matriz de pedra", tecnologia idêntica à utilizada em circuitos de Fórmula 1 e rodovias de alto padrão mundial.
O SMA representa uma nova geração de pavimento que promete revolucionar a experiência do motorista paulista. Segundo especialistas, este tipo de asfalto oferece maior aderência, conforto acústico, resistência e vida útil quando comparado aos revestimentos tradicionais. "É uma capa resistente que evita que o asfalto fique marcado pelas rodas dos automóveis ao longo do tempo", explica o material técnico do projeto.
Na prática, os benefícios são palpáveis para quem dirige: mais segurança e conforto em uma superfície mais regular por mais tempo, sem solavancos. O acabamento mais granulado do SMA também melhora a drenagem superficial, reduzindo significativamente o risco de aquaplanagem em dias de chuva. Para o Rodoanel, isso significa um pavimento de padrão internacional projetado para reduzir ruído, ampliar a durabilidade e evitar deformações provocadas pelo calor e tráfego intenso.
A tecnologia se diferencia pela composição: o SMA utiliza componentes de alta qualidade que formam uma estrutura extremamente resistente à deformação. O material ligante funciona como uma cola elástica, preenchendo os vazios estruturais e garantindo aderência, estabilidade e durabilidade superiores. Para garantir a qualidade, a produção é realizada em usinas com controle rigoroso de dosagem e temperatura, incluindo tanto a planta própria da concessionária quanto fornecedores qualificados, todos submetidos ao mesmo padrão técnico e verificações laboratoriais permanentes.
As obras do Trecho Norte do Rodoanel foram retomadas em abril de 2024, com antecipação de cerca de seis meses em relação ao cronograma contratual, e atualmente empregam cerca de 5 mil profissionais. No total, devem ser gerados 10 mil empregos diretos e indiretos ao longo de todo o período de execução. Com 44 quilômetros de extensão, o novo trecho vai interligar as cidades de São Paulo, Guarulhos e Arujá, completando o anel viário metropolitano e contribuindo para reduzir o tráfego pesado e melhorar a mobilidade urbana na região.
O investimento total chega a R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 1,35 bilhão do Estado e R$ 2 bilhões da concessionária. O projeto é coordenado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), fiscalizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e reforça o compromisso do Governo de São Paulo com a modernização da infraestrutura, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico do estado. A exceção tecnológica fica por conta dos túneis do trecho, que utilizam pavimento rígido em concreto, solução considerada mais segura para ambientes confinados.

