INTRODUÇÃO

A Rivian, fabricante norte-americana de veículos elétricos, anunciou que não deve cumprir sua meta de alcançar lucratividade operacional (EBITDA positivo) até 2027. A revelação, feita em um documento regulatório, atribui o atraso aos elevados investimentos em tecnologia de direção autônoma. A notícia surge paralelamente ao anúncio de uma parceria com a Uber para desenvolver versões "robotáxi" do futuro SUV R2.

DESENVOLVIMENTO

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A empresa havia sinalizado anteriormente aos acionistas que a meta de 2027 era viável, condicionada ao lançamento bem-sucedido do R2 e ao crescimento da receita com software. No entanto, uma série de obstáculos externos, como o fim do crédito fiscal federal para EVs nos EUA, a redução na venda de créditos regulatórios e o impacto de tarifas, já pressionavam as finanças. O analista Joseph Spak, da UBS, já havia projetado em fevereiro que a lucratividade poderia demorar "vários anos". A Rivian acumulou prejuízos líquidos de US$ 27 bilhões desde sua fundação em 2009 até o final de 2025.

CONCLUSÃO

O fator decisivo para o adiamento da meta, contudo, é o investimento massivo em autonomia. O CEO RJ Scaringe afirmou que a empresa está gastando mais em P&D para essa tecnologia do que em qualquer outra área atualmente, com despesas de pesquisa saltando para US$ 1,7 bilhão em 2025. A decisão reflete uma aposta estratégica de alto custo no futuro da mobilidade autônoma, mesmo que isso signifique postergar a tão aguardada virada financeira.