INTRODUÇÃO

Um novo relatório de avaliação de riscos da organização sem fins lucrativos Common Sense Media revelou falhas graves de segurança no chatbot Grok, desenvolvido pela xAI. O documento aponta que a ferramenta possui identificação inadequada de usuários menores de 18 anos, guardrails de segurança fracos e gera frequentemente material sexual, violento e inapropriado. A conclusão é clara: o Grok não é seguro para crianças ou adolescentes.

DESENVOLVIMENTO

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O relatório surge em um momento em que a xAI enfrenta críticas e uma investigação sobre o uso do Grok para criar e disseminar imagens explícitas não consensuais geradas por IA de mulheres e crianças na plataforma X. Robbie Torney, chefe de avaliações de IA e digital da Common Sense Media, afirmou em comunicado que "avaliámos muitos chatbots de IA na Common Sense Media, e todos têm riscos, mas o Grok está entre os piores que já vimos". Ele destacou que, embora seja comum que chatbots tenham algumas lacunas de segurança, as falhas do Grok se intersectam de forma particularmente preocupante.

Torney acrescentou que o "Modo Kids" do Grok não funciona, o material explícito é pervasivo e tudo pode ser instantaneamente compartilhado com milhões de usuários no X. O "Modo Kids" foi lançado pela xAI em outubro passado com filtros de conteúdo e controles parentais. Após enfrentar indignação de usuários, formuladores de políticas e nações inteiras, a xAI restringiu a geração e edição de imagens do Grok apenas para assinantes pagantes do X, embora muitos tenham relatado que ainda podiam acessar a ferramenta com contas gratuitas. Além disso, assinantes pagantes ainda conseguiam editar fotos reais de pessoas para remover roupas ou colocar o sujeito em posições sexualizadas.

CONCLUSÃO

O relatório da Common Sense Media evidencia que a xAI prioriza os lucros em detrimento da segurança infantil, conforme destacado por Torney: "Quando uma empresa responde à habilitação de material ilegal de abuso sexual infantil colocando o recurso atrás de uma paywall em vez de removê-lo, isso não é um descuido. É um modelo de negócios que coloca os lucros à frente da segurança das crianças". As falhas sistêmicas do Grok representam um risco significativo para menores, exigindo ações regulatórias imediatas e mudanças profundas na abordagem da empresa.