Há exatamente uma década, a música latina vivia um momento histórico. De Medellín, na Colômbia, emergia uma nova geração de artistas que não apenas transformaria a cena local, mas prepararia o terreno para uma conquista internacional sem precedentes. J Balvin, Maluma e Karol G eram os nomes à frente desse movimento que resgatou o reggaeton e o colocou no centro das atenções globais.
O ponto de virada aconteceu em 2015, quando J Balvin alcançou o topo da parada Hot Latin Songs com duas músicas: "Ay Vamos" e "Ginza". Esta última teve um feito impressionante: desbancou "El Perdón", de Nicky Jam e Enrique Iglesias, após 30 semanas consecutivas no primeiro lugar. "Pensei, por que não voltar ao reggaeton? Porque, no fim das contas, faz parte da nossa cultura latina", refletiu Balvin em entrevista à Billboard em 2016.
A estratégia funcionou de forma brilhante. "Ginza", com sua inspiração japonesa e batida contagiante, começou 2016 no topo da parada e lá permaneceu por 11 semanas seguidas. O sucesso foi tão expressivo que o próprio artista definiu a música como "uma festa para os reggaetoneros saírem do armário. Fizemos o reggaeton voltar a ser legal".
O domínio colombiano só foi interrompido por outro fenômeno: "Hasta El Amanecer", de Nicky Jam, que assumiu a liderança por 18 semanas não consecutivas. Essa alternância no topo das paradas demonstrava a vitalidade do gênero e sua capacidade de renovação constante.
Uma década depois, o legado desse boom musical permanece vivo. Enquanto as redes sociais revivem memórias de 2016, a Billboard promove uma viagem nostálgica pelas músicas que dominaram as paradas há dez anos - um testemunho do impacto duradouro daquela geração de artistas colombianos que redefiniu o reggaeton e o apresentou ao mundo.

