INTRODUÇÃO

Em um cenário dominado por altas avaliações de startups de IA, o e-commerce protagoniza uma rara notícia de grande captação. A Quince, empresa que ganhou fama com suéteres de cashmere a US$ 50, anunciou uma rodada de US$ 500 milhões que elevou sua avaliação para US$ 10,1 bilhões, mais que o dobro do valor de menos de um ano atrás.

DESENVOLVIMENTO

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A rodada Série E foi liderada pela Iconiq, investidora anterior que também comandou a Série D de US$ 200 milhões no início de 2025, quando a avaliação era de US$ 4,5 bilhões. A Quince opera com um modelo 'manufacturer-to-consumer', fabricando seus próprios produtos e vendendo diretamente ao consumidor, o que inclui roupas, itens para casa, acessórios, beleza e bem-estar. Segundo a Iconiq, o controle sobre a tecnologia, designs e manufatura permite previsões de vendas mais precisas e produção em lotes menores com menos desperdício, oferecendo produtos de alta qualidade a baixo custo, em contraste com o fast fashion.

Apesar do crescimento, a empresa enfrenta controvérsias, incluindo processos de marcas como Tapestry (controladora da Coach) e Williams Sonoma, que alegam venda de cópias de designs. A Deckers também processou por designs de calçados, mas um tribunal decidiu a favor da Quince. Essas disputas, no entanto, não parecem afetar a base de clientes, com a empresa relatando receita superior a US$ 1 bilhão e expansão recente para o Canadá. Outros investidores na rodada incluem Basis Set Ventures, Wellington Management e DST Global.

CONCLUSÃO

A Quince demonstra que modelos inovadores de e-commerce, focados em controle vertical e sustentabilidade, podem alcançar avaliações bilionárias e crescimento acelerado, mesmo em meio a desafios legais. Seu sucesso recente destaca uma tendência de consolidação no setor, com investidores apostando em empresas que integram produção e venda direta para otimizar custos e experiência do consumidor.