INTRODUÇÃO

O Departamento do Interior dos EUA paralisou abruptamente cinco projetos eólicos offshore no Atlântico em 22 de dezembro, citando preocupações com a segurança nacional. A decisão afeta empreendimentos no valor total de US$ 25 bilhões que, se concluídos, gerariam 6 gigawatts de eletricidade limpa. Três grandes desenvolvedores – Ørsted, Equinor e Dominion Energy – já entraram com ações judiciais contra a administração Trump, alegando prejuízos financeiros significativos.

DESENVOLVIMENTO

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As empresas Ørsted e Equinor moveram processos na quinta e sexta-feira da semana passada pelos projetos Revolution Wind (704 MW) e Empire Wind (2 GW), respectivamente. Já a Dominion Energy ajuizou ação em 23 de dezembro pelo parque eólico de 2,6 GW na costa da Virgínia. A Dominion afirmou estar perdendo US$ 5 milhões por dia com a paralisação. O Revolution Wind está quase 90% concluído, enquanto Empire Wind e Coastal Virginia Offshore Wind têm cerca de 60% das obras finalizadas. A Avangrid, responsável pelo Vineyard Wind 1 – que tem quase metade da capacidade operacional – ainda não entrou na Justiça.

O governo federal mencionou desafios que as turbinas eólicas representam para operações de radar, embora não tenha detalhado especificidades. Um relatório do Departamento de Energia de fevereiro de 2024 já abordava essa preocupação de segurança, apontando soluções. As pás giratórias das turbinas podem interferir em sistemas de radar, mas pesquisadores do setor público e privado trabalham há mais de uma década para mitigar o problema. A escolha precisa da localização dos projetos é uma das principais formas de reduzir interferências.

CONCLUSÃO

A paralisação dos projetos eólicos offshore cria um impasse entre a expansão da energia renovável e as preocupações de segurança nacional. Enquanto as empresas buscam reparação judicial por prejuízos milionários, a coordenação entre o Bureau of Ocean Energy Management e órgãos de defesa continua essencial para avaliar cada projeto individualmente. O desfecho dessas ações judiciais poderá definir novos precedentes para o desenvolvimento de energia limpa nos Estados Unidos.