O prefeito de Turilândia, no Maranhão, Paulo Curió, e sua esposa, a primeira-dama Eva Curió, estão presos preventivamente no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A prisão ocorreu após a Operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MPMA).

Além do casal, também foram presos a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima, seu marido Marlon de Jesus Arouche Serrão e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros. Após audiência de custódia realizada na última quarta-feira (24), o Plantão Judiciário Criminal da Comarca da Ilha de São Luís considerou as prisões preventivas regulares.

O grupo é investigado juntamente com 20 vereadores e um ex-vereador por integrar uma organização criminosa responsável por desviar mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município, situado na Baixada Maranhense. A operação cumpriu 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão.

Publicidade
Publicidade

De acordo com as investigações, durante a gestão de Paulo Curió, a organização praticou crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais. Em um único alvo em São Luís, foram apreendidos quase R$ 2 milhões em dinheiro.

Cinco vereadores que estavam com mandados de prisão em aberto se apresentaram na quinta-feira (25) na Unidade Prisional de Pinheiro (UPPHO) para instalação de tornozeleiras eletrônicas, demonstrando o alcance da operação que atinge o núcleo político-administrativo do município.

As investigações envolvem ainda diversas empresas, incluindo Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.

O caso ocorre em meio a outras notícias de combate à corrupção no país, como a ação da Advocacia-Geral da União (AGU) que cobra na Justiça mais R$ 135 milhões ligados a desvios no INSS, mostrando um cenário de intensificação das investigações contra desvios de recursos públicos em diferentes esferas governamentais.