No universo das escolas de samba, poucas funções carregam tanta responsabilidade quanto a de porta-bandeira. Com passos calculados e um bailado impecável, elas conduzem o símbolo máximo de suas agremiações: o pavilhão. A função é tão decisiva que o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira é responsável direto pelos 40 pontos do quesito – nenhum outro critério depende tanto de tão poucas pessoas.
Qualquer passo em falso pode significar a derrocada de uma escola, pois só a nota 10 interessa. E em 2026, a pressão será ainda maior. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) anunciou mudanças importantes no regulamento, com aumento no número de jurados para 54. Pela primeira vez, haverá cabines de jurados nos setores 6 e 7, uma de frente para a outra, o que muda radicalmente a lógica das coreografias.
Ao longo da história, algumas porta-bandeiras se destacaram não apenas pela elegância e precisão técnica, mas também pelo carisma e pelas conquistas na Marquês de Sapucaí. Desde os primórdios do Carnaval moderno, essas bailarinas moldaram a identidade das escolas que representaram, acumulando títulos e influenciando gerações futuras com performances inesquecíveis que ajudaram a escrever a história da folia.

