Com o aumento do fluxo de veranistas no litoral do Paraná, a Polícia Militar do Estado (PMPR) intensificou o policiamento ambiental nas áreas de restinga, ecossistema frágil e essencial para a proteção da costa. Por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), as equipes realizam fiscalização, patrulhamento preventivo e ações de orientação para coibir danos à vegetação nativa, ocupações irregulares e a circulação indevida de veículos.

O trabalho ocorre de forma contínua, priorizando pontos mais sensíveis e com histórico de degradação ambiental. O policiamento é feito tanto a pé quanto com viaturas, e inclui o uso de drones nas rodovias de acesso ao litoral. Paralelamente à fiscalização, os policiais ambientais desenvolvem ações educativas, orientando moradores e turistas sobre condutas adequadas e os riscos ambientais causados pela intervenção humana.

“Intensificamos, durante o período de maior fluxo no Litoral, a fiscalização nas áreas de restinga para coibir o uso irregular, como estacionamentos e acampamentos, e orientar a população sobre a importância da preservação desse ecossistema”, destacou a tenente Ana Ruth Motta, integrante do BPMA.

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Além da proteção costeira, a restinga abriga elevada biodiversidade, funcionando como habitat e fonte de alimento para diversas espécies da fauna e da flora, inclusive algumas ameaçadas de extinção. Entre os exemplos está a coruja-buraqueira, ave típica do litoral que constrói seus ninhos no solo arenoso. A vegetação também desempenha papel importante na estabilização de áreas de manguezal, evitando o soterramento de regiões alagadiças e contribuindo para o equilíbrio entre os ambientes terrestres e marinhos.

Por sua fragilidade e relevância ambiental, a legislação brasileira reconhece a restinga como Área de Preservação Permanente (APP), conforme o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), especialmente quando exerce a função de fixação de dunas ou estabilização de manguezais. Trata-se de um ecossistema associado ao bioma da Mata Atlântica, caracterizado por solos arenosos, vegetação adaptada à maresia e à baixa fertilidade do solo, atuando como uma zona de transição entre o mar e a floresta.

O BPMA também conta com o Programa Força Verde Mirim, uma iniciativa de educação ambiental desenvolvida em parceria com escolas e instituições voltada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Com atividades realizadas no contraturno escolar, o programa tem como objetivo conscientizar, prevenir crimes ambientais e formar multiplicadores de práticas sustentáveis.

“Além do trabalho com a população, realizado por meio das nossas mídias e redes sociais, também atuamos em todo o Paraná com ações de educação ambiental por meio do programa Força Verde Mirim, que tem como objetivo conscientizar e formar crianças nas escolas para a preservação do meio ambiente”, afirmou a tenente Ana Ruth Motta.

A intensificação do policiamento ambiental ocorre em um momento de alta temporada no litoral paranaense. Dados do programa Verão Maior Paraná 2026 indicam que, em apenas três finais de semana, o público já igualou o registrado em todo o verão de 2025, aumentando a pressão sobre as áreas naturais e reforçando a necessidade de ações preventivas e educativas para garantir a preservação desse ecossistema vital.