Em uma ação que misturou estratégia policial e criatividade, agentes da Polícia Civil disfarçados de personagens da Turma do Chaves prenderam cinco suspeitos durante os blocos de Carnaval na região da República, no Centro de São Paulo, neste domingo (15). A equipe, infiltrada entre os foliões, monitorou comportamentos suspeitos e flagrou crimes sendo cometidos em meio à multidão.
Dois homens foram os primeiros a ser detidos, presos por tráfico de drogas após a apreensão de cigarros de maconha. Mais tarde, um terceiro homem foi abordado com mais cigarros de maconha, pinos com cocaína, ampolas de lança-perfume e dinheiro. As duas mulheres do grupo foram detidas por receptação de celular furtado. Todas as abordagens ocorreram após observação cuidadosa do comportamento dos suspeitos no meio do público.
Os dois primeiros homens e as duas mulheres foram encaminhados ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, enquanto o terceiro homem seguiu para o 78º DP, no Jardins, onde todos ficaram à disposição da Justiça. Os materiais apreendidos foram enviados para perícia.
A Polícia Civil explica que a atuação disfarçada é complementar às demais estratégias e permite identificar com mais precisão o modus operandi de grupos criminosos que se aproveitam de grandes eventos para praticar delitos, especialmente furtos, tráfico e receptação.
Esta não é a única ação com fantasias durante o Carnaval paulistano. Recentemente, policiais fantasiados de Scooby-Doo prenderam três suspeitos e recuperaram oito celulares. Em outro ponto da capital, durante um megabloco na Consolação, agentes infiltrados vestidos de Caça-Fantasmas recuperaram 12 celulares e prenderam uma suspeita.
Além da região da República, equipes à paisana seguem atuando em pontos estratégicos da capital, como Ibirapuera, Consolação e Paraíso, com foco na prevenção e repressão a crimes patrimoniais.
O balanço da Operação Carnaval já mostra resultados expressivos. As ações integradas das forças de segurança resultaram na recuperação de mais de 60 celulares roubados ou furtados durante os dois primeiros fins de semana de Carnaval na capital. Somente no sábado (14), 32 aparelhos foram apreendidos em diferentes pontos da cidade.
A Polícia Civil iniciou a triagem dos equipamentos para identificação dos proprietários, por meio do programa SP Mobile, que cruza dados de operadoras com registros de ocorrência e já permitiu a restituição de milhares de aparelhos às vítimas.
Até o momento, a Operação Carnaval 2026 já contabiliza 42 prisões na cidade de São Paulo, incluindo casos de furto, roubo, tráfico, adulteração de bebidas e cumprimento de mandados judiciais, com apoio do sistema Muralha Paulista.
A ação integra o esquema especial da Secretaria da Segurança Pública para o período carnavalesco. A Polícia Militar mobiliza mais de 13 mil policiais por dia em todo o estado, sendo mais de 5 mil na capital, com monitoramento por câmeras, drones e sistemas inteligentes.
A Polícia Civil mantém equipes à paisana em áreas de grande concentração, reforça o combate a furtos e roubos — especialmente de celulares — e garante o funcionamento normal das delegacias e da Delegacia Eletrônica.
Para a proteção das mulheres, há equipes especializadas com policiais femininas voltadas ao acolhimento de vítimas, em integração com a Cabine Lilás do Copom, além de unidades móveis da Delegacia de Defesa da Mulher em grandes blocos.
A combinação entre inteligência, tecnologia e presença estratégica das equipes tem sido fundamental para ampliar a segurança dos foliões e dificultar a atuação de quadrilhas durante a maior festa popular do país.

