A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta quarta-feira (10) Erick Pereira dos Santos, conhecido como 'Cicatriz', suspeito pela morte de Angélica Alves Camargo. O corpo da vítima foi encontrado dentro de um carrinho de mercado na zona leste da capital paulista, em um caso que chocou a região.
Erick foi detido na rua Borges de Figueiredo, no tradicional bairro da Mooca, quando uma equipe de policiais militares suspeitou dele e de outro homem que o acompanhava. O foragido tentou se passar por outra pessoa, se apresentando como 'Eder', mas acabou sendo identificado pela semelhança física com o suspeito procurado e foi levado à delegacia, onde já havia mandado de prisão contra ele.
Na delegacia, durante o depoimento, Erick assumiu apenas parte do crime. Segundo ele, participou apenas da ocultação do corpo e estava na companhia de Rodrigo Domingos da Silva quando conheceram a vítima, em um ponto de usuários de drogas na região. Rodrigo, por sua vez, negou qualquer envolvimento com o crime.
De acordo com a versão de Erick, Rodrigo levou a mulher para sua casa e ambos foram tomar banho juntos. Após cerca de uma hora, Rodrigo retornou dizendo que havia se desentendido com a vítima e que ela estava morta. Foi então que Erick afirmou ter ajudado Rodrigo a colocar o corpo em um carrinho de mercado e saíram pelas ruas do bairro procurando um local para deixá-lo.
A situação tomou um rumo inesperado quando um motorista desconfiou da cena incomum. A dupla, percebendo que haviam chamado atenção, resolveu abandonar o carrinho no local e fugir, deixando para trás o corpo da vítima.
Os investigadores já haviam identificado Erick através de várias pistas antes da prisão. Câmeras de monitoramento, reconhecimento de testemunhas e objetos deixados por ele em um estabelecimento comercial do bairro foram cruciais para localizar o suspeito. A polícia destacou ainda que Erick possui histórico de violência contra mulheres, e todos os indícios apontam para sua participação direta no crime.
Após a prisão, Erick Pereira dos Santos foi conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção de Pessoas (DHPP) e encaminhado para audiência de custódia, onde um juiz decidirá sobre a manutenção da prisão. O caso continua sob investigação, com os policiais trabalhando para esclarecer todos os detalhes da morte de Angélica Alves Camargo e o envolvimento dos suspeitos.

