A Polícia Penal do Paraná (PPPR) deu um importante passo no fortalecimento do sistema de monitoração eletrônica no estado com a inauguração da nova extensão do Posto Avançado de Monitoração Eletrônica (PAM) no Complexo Penitenciário de Piraquara. A estrutura, que começou a funcionar esta semana, foi criada para otimizar o atendimento e aprimorar a gestão dos monitorados da região, fortalecendo as atividades realizadas pela Divisão de Monitoração Eletrônica (DME).

O Complexo Penitenciário de Piraquara administra uma média de 8 mil presos distribuídos em dez unidades prisionais diferentes. A criação de uma base específica para atendê-los representa um avanço significativo na eficiência do sistema. "O Complexo Penitenciário de Piraquara administra uma média de 8 mil presos em dez unidades prisionais. A criação de uma base específica para atendê-los dá mais celeridade, mais segurança, reduz deslocamentos desnecessários e, claro, dá uma pronta resposta para o trabalho", ressaltou o diretor-adjunto da PPPR, Maurício Ferracini.

Os postos de monitoração eletrônica têm a função fundamental de realizar todo o suporte necessário às pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica no estado. Nesses locais, são realizados atendimentos como instalação dos equipamentos, manutenção preventiva e corretiva, verificação de inconsistências técnicas, orientações sobre o uso correto do dispositivo e acompanhamento direto dos monitorados. A presença de equipes especializadas no local possibilita a resolução rápida de eventuais falhas e oferece um atendimento mais próximo e humanizado.

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De acordo com o chefe da DME, Cláudio do Carmo Xavier, o atendimento mais próximo aos monitorados tem impacto direto na redução dos índices de descumprimento das medidas. "Isto gera resultados muito positivos, já que o posto de monitoração do Complexo de Piraquara, além de absorver a demanda de todas as unidades penais do Complexo, também vai atender as pessoas que residem nas regiões de Piraquara, Pinhais e Quatro Barras. Então torna o atendimento e suporte da tornozeleira eletrônica mais próximo, fácil e, com isso, aumenta a qualidade do trabalho", explicou Xavier.

Atualmente, o Paraná possui a maior estrutura de monitoração eletrônica do país, com mais de 50 postos entre atendimentos sociais e de fiscalização espalhados pelo estado. O sistema contempla tanto o atendimento fiscalizatório quanto o suporte psicossocial aos apenados monitorados, representando uma ferramenta importante na execução penal.

A ampliação dos serviços de monitoração eletrônica também atinge outras regiões do estado. Em Londrina, no norte do Paraná, o PAM ganha novo endereço nesta segunda-feira (17), dando continuidade ao processo de expansão e fortalecimento da rede de monitoração eletrônica no estado. A DME, com sede administrativa em Curitiba, iniciou suas atividades em 2014 e hoje gerencia aproximadamente 19 mil pessoas com tornozeleiras eletrônicas ativas em todo o território paranaense.

O investimento em infraestrutura de monitoração eletrônica representa um avanço na política de segurança pública do estado, permitindo um controle mais eficiente dos monitorados e contribuindo para a redução de custos com o sistema prisional tradicional. A proximidade do atendimento facilita o cumprimento das medidas pelos monitorados e oferece suporte imediato para qualquer problema técnico que possa surgir com os equipamentos.