A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, nesta segunda-feira (15), dois mandados de busca e apreensão no bairro São Braz, em Curitiba, contra investigados por um esquema criminoso que usava documentos falsos de cidadãos estrangeiros para cadastrar motoristas em uma plataforma de transporte por aplicativo. A ação marca um avanço na apuração de crimes como falsificação de documento público, falsidade ideológica, associação criminosa e estelionato mediante fraude eletrônica.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores e mais de 30 documentos com suspeita de adulteração. Todo o material coletado será submetido a análises periciais detalhadas, com o objetivo de subsidiar novas fases da investigação e identificar possíveis envolvidos além dos já investigados. A PCPR tem atuado em diversas frentes contra o crime organizado, como evidenciado por operações recentes que resultaram na apreensão de 328 quilos de cocaína a partir de denúncia anônima e na prisão de 10 pessoas em ação contra o tráfico de drogas na região Sudoeste do estado.

O esquema desarticulado nesta segunda-feira foi inicialmente identificado pela própria plataforma de transporte, que repassou as informações à PCPR. Essa colaboração permitiu que a polícia seguisse com a operação e encontrasse diversos documentos falsificados ou adulterados, incluindo carteiras de identidade e de motorista originárias de diferentes estados americanos, como Flórida e Califórnia. Segundo as investigações, esses documentos de cidadãos norte-americanos eram utilizados para cadastrar motoristas nos Estados Unidos, configurando uma fraude de alcance internacional.

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A plataforma informou às autoridades que todas as contas vinculadas ao esquema já foram desativadas, o que impede seu uso futuro. Em nota, a empresa destacou seu compromisso com a segurança e a legalidade dos serviços, reforçando que medidas foram tomadas assim que as irregularidades foram detectadas.

O delegado Thiago Pereira Lima, responsável pelo caso, ressaltou a gravidade dos crimes investigados. "Possivelmente se trata de uma fraude internacional, lesando a plataforma de transportes e a fé pública em documentos no Brasil e nos Estados Unidos, além de potenciais irregularidades vinculadas a imigrantes indocumentados", afirmou. A declaração do delegado sublinha o impacto transnacional do esquema, que envolve não apenas prejuízos financeiros, mas também questões de segurança pública e imigração.

A PCPR segue com as investigações em andamento, buscando esclarecer todos os detalhes do caso e identificar possíveis ramificações do esquema criminoso. A operação reforça a importância da cooperação entre empresas de tecnologia e órgãos de segurança pública no combate a fraudes eletrônicas e crimes cibernéticos, cada vez mais comuns no cenário atual.