O Partido Liberal (PL) anunciou nesta quinta-feira (27) a suspensão das funções partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também deixou de receber a remuneração da legenda. Em nota oficial, o partido explicou que a medida foi tomada "infelizmente" em decorrência da Lei 9.096/95 e da suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro, que ocupa o cargo de presidente de honra do PL.
Segundo a nota divulgada, a suspensão das atividades partidárias e do recebimento de remuneração permanecerá enquanto durarem os efeitos da condenação na Ação Penal 2668. Bolsonaro começou a cumprir prisão nesta semana e está detido na sede da Polícia Federal em Brasília, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
Notícias relacionadas indicam que Bolsonaro teve uma crise de soluço e passou por atendimento médico durante o período de encarceramento. Além disso, a defesa do ex-presidente afirmou que ele não utilizou celular durante visita do deputado federal Nikolas Ferreira.
Na noite desta quinta-feira, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, manifestou-se na rede social X sobre a suspensão. Ele escreveu que a medida "foi algo obrigatório, e não por vontade do partido", acrescentando: "Se ele está arbitrariamente impedido de trabalhar, a lei determina isso".
Flávio Bolsonaro defendeu a união do grupo político, afirmando: "Enquanto eu estiver vivo, nada faltará ao meu pai. Repito, é hora de ficarmos unidos". A declaração reforça o apelo à coesão entre aliados em meio às consequências jurídicas e políticas enfrentadas pela família.

