A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Nêmesis, com o objetivo de investigar a possível prática de embaraço a uma investigação sobre desvio de recursos públicos destinados ao combate à covid-19 e a emendas parlamentares. Segundo a corporação, esses recursos foram utilizados para pagar empresas contratadas para o fornecimento de cestas básicas.

Em nota oficial, a PF informou que estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nas cidades de Palmas e Santa Tereza do Tocantins, no estado do Tocantins. As ações buscam interromper atividades criminosas voltadas à destruição e ocultação de provas e ativos, além de reunir novos elementos para esclarecer os fatos.

As investigações tiveram início durante a segunda fase da Operação Fames-19, em setembro, quando a PF identificou indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse. Essas ações, de acordo com a polícia, causaram embaraço às investigações sobre a atuação da organização criminosa, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo.

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A PF destacou que as ações de hoje visam "interromper as ações criminosas voltadas à destruição e ocultação de provas e de ativos e reunir novos elementos que contribuam para esclarecer os fatos, especialmente sobre a participação dos suspeitos e a possível atuação de outros agentes até então não identificados".

Para receber informações referentes ao caso, a corporação disponibilizou o e-mail delecor.drcor.srto@pf.gov.br, a conta do WhatsApp (63) 3236-5512 e o serviço de atendimento presencial na Superintendência Regional no Tocantins. A iniciativa reforça o compromisso da PF com a transparência e o combate à corrupção, especialmente em casos que envolvem recursos públicos em um momento crítico como a pandemia.