As Unidades de Conservação (UCs) e complexos ambientais do Paraná registraram um ano histórico em 2025, com um recorde de visitação que surpreendeu até os gestores. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), os parques estaduais receberam 665.710 pessoas no ano passado, um crescimento de 12% em relação a 2024, quando foram contabilizados 596.756 turistas. Esse é o maior índice já registrado pelo órgão, que administra os espaços protegidos no estado.

O levantamento considera 25 unidades abertas à visitação e o Aquário de Paranaguá, já que os Parques Estaduais Pau Oco, em Morretes, e Ilha das Cobras, em Paranaguá, estão temporariamente fechados para reformas. O destaque absoluto, mais uma vez, foi o Parque Estadual da Ilha do Mel, em Paranaguá, que atraiu 247.020 visitantes, o que representa cerca de 37% do total. Apenas em dezembro, com o início da temporada de verão, a ilha recebeu 37.924 pessoas, reforçando sua posição como principal atrativo natural do litoral paranaense.

Em números absolutos, além da Ilha do Mel, outros parques se destacaram na preferência dos turistas. O Parque Estadual da Serra da Baitaca, localizado entre os municípios de Piraquara e Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, recebeu 88.209 visitantes. Em seguida, aparecem o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, com 68.096 pessoas; o Parque Estadual do Monge, na Lapa, também na região da Capital, com 51.339; e o Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi, nos Campos Gerais, com 24.583. O complexo ambiental do Aquário de Paranaguá, no Litoral, registrou 35.386 turistas, consolidando-se como um ponto de visitação importante.

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Quando se analisa o crescimento percentual em relação a 2024, os destaques são outros. O Parque Estadual Cabeça do Cachorro, em São Pedro do Iguaçu, no Oeste do Estado, lidera com um incremento impressionante de 88%, seguido pelo Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais, com 61%. As UCs do Monge (21%), Ilha do Mel (21%) e Serra da Baitaca (20%) completam a lista dos que mais cresceram, mostrando uma diversificação no interesse dos visitantes por diferentes regiões do Paraná.

Para o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, a consolidação do projeto Parques Paraná, implementado pelo Governo do Estado em 2019, ajuda a explicar a relevância que os atrativos naturais passaram a ter. A iniciativa é dividida em quatro linhas: Uso Público e Turismo, Paraná Aventura, Parque Escola e Voluntariado. O objetivo da proposta é a integração com a população e a modernização das formas de gestão, gerando um convívio consciente com o meio ambiente e promovendo a conservação e a educação ambiental de forma ativa. "O projeto propicia a qualificação e a promoção das Unidades de Conservação abertas à visitação no Paraná, além da ampla divulgação destes destinos", afirmou Andreguetto.

O Paraná possui atualmente 74 Unidades de Conservação geridas pelo IAT, abrangendo mais de 12,2 mil km² de áreas protegidas por legislação. Essas áreas são formadas por ecossistemas livres que não podem sofrer interferência humana ou aquelas com uso sustentável de parte dos seus recursos naturais, como os parques abertos à visitação pública. As 74 UCs são divididas em grupos de Uso Sustentável, com 11.155,34 km², e de Proteção Integral, com 1.007,72 km². Além disso, o estado conta com as Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur), que somam 234,14 km², todas com administração do Governo do Estado.

O cenário de conservação no Paraná se completa com as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que totalizam 553,83 km²; terras indígenas, com 846,87 km²; e Unidades Federais, de 8.840,39 km², sendo o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, a área mais simbólica. Há também as Unidades Municipais, como o Parque Barigui, em Curitiba, que abrangem 3.959,55 km². Para facilitar o acesso dos visitantes, o IAT disponibiliza uma cartilha que orienta como solicitar autorizações para uso das Unidades de Conservação, garantindo que o turismo seja feito de forma organizada e sustentável.

Mais informações sobre os parques estaduais, incluindo horários de funcionamento e regras de visita, estão disponíveis no site do IAT. O recorde de 2025 não só celebra o sucesso das políticas de conservação, mas também evidencia o crescente apelo do turismo de natureza no Paraná, que segue atraindo milhares de pessoas em busca de contato com a biodiversidade e paisagens deslumbrantes.