O Instituto Água e Terra (IAT) determinou, a partir deste sábado (03), a restrição temporária de acesso a quatro morros do Parque Estadual Pico Paraná, localizado entre Campina Grande do Sul e Antonina, no Paraná. A medida, tomada a pedido do Corpo de Bombeiros do estado, visa facilitar as operações de busca por um jovem que desapareceu dentro da Unidade de Conservação (UC) na última quarta-feira (31).

De acordo com o comunicado do IAT, a entrada para os morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca está fechada até nova ordem. A restrição foi implementada para evitar que a presença de visitantes nessas áreas interfira no trabalho das equipes de resgate, que atuam intensivamente desde o desaparecimento. O jovem, cuja identidade não foi divulgada, não realizou o cadastro obrigatório na base do IAT no parque, o que tem dificultado as buscas.

Por outro lado, o acesso aos morros Camapuã e Tucum permanece aberto aos visitantes. O IAT esclareceu que a circulação nessas áreas não atrapalha a operação de resgate, permitindo que parte das atividades no parque continue normalmente. A decisão busca equilibrar a necessidade urgente de localizar o desaparecido com a manutenção do turismo em setores seguros.

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Montanhistas experientes que desejam colaborar com as buscas podem se cadastrar na base do Corpo de Bombeiros montada na sede do parque. A iniciativa visa aproveitar o conhecimento local e a habilidade desses voluntários em terrenos acidentados, mas a participação está sujeita à aprovação e coordenação dos bombeiros, para garantir a segurança de todos os envolvidos.

Vale lembrar que o Parque Estadual Pico Paraná já havia passado por um fechamento temporário devido ao Réveillon. O local foi interditado a partir do meio-dia do dia 31 de dezembro e reaberto na sexta-feira (02), conforme horário especial divulgado pelos canais de comunicação do Governo do Estado. O desaparecimento ocorreu justamente no período de reabertura, destacando a importância de seguir os protocolos de segurança, como o cadastro obrigatório.

O IAT reforçou que a restrição atual é uma medida de precaução e que a situação será reavaliada conforme o andamento das buscas. Enquanto isso, os visitantes são orientados a respeitar as áreas interditadas e a buscar informações atualizadas nos canais oficiais antes de planejar suas visitas. A operação de resgate continua mobilizando esforços para localizar o jovem, com o apoio de diversas instituições e da comunidade local.