O Paraná está passando pela maior expansão da rede hospitalar pública de sua história recente. Nos últimos sete anos, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa) e da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), promoveu uma transformação estrutural que ampliou o acesso, modernizou serviços e fortaleceu o Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as regiões do estado.

Em 2018, a Funeas administrava apenas cinco unidades hospitalares. Hoje, a rede conta com 14 hospitais sob gestão direta, incluindo regionais e especializados, além da Escola de Saúde Pública do Paraná e do Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI). Essa expansão consolidou a Fundação como a maior rede hospitalar pública do Paraná, com impacto direto na vida da população.

"Estamos fazendo o maior investimento em estrutura hospitalar da história do Paraná. Expandimos leitos, modernizamos serviços, reorganizamos fluxos e fortalecemos a presença do Estado em todas as regiões", diz o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. "O resultado é uma rede mais forte, mais humana e mais preparada para atender com qualidade e segurança. Essa transformação melhora a vida das pessoas e entrega um SUS mais eficiente e integrado", afirma.

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O presidente da Funeas, Geraldo Biesek, reforça que os resultados são fruto de planejamento e investimentos. "A expansão da Funeas representa uma mudança estrutural no atendimento hospitalar do Paraná. As unidades cresceram, modernizaram-se e ampliaram sua resolutividade. Estamos colhendo resultados expressivos porque houve investimento, gestão técnica e integração regional", afirmou.

A ampliação trouxe impactos concretos na capacidade operacional. O número de leitos ativos cresceu consistentemente: o Hospital Regional do Sudoeste (HRS) passou de 126 para 168 leitos; o Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), de 74 para 102; e o Hospital Regional do Centro-Oeste (HRCO) saltou de 40 para 122 leitos desde sua incorporação em 2022. No total, as 12 unidades hospitalares gerenciadas pela Funeas somam 1.032 leitos ativos, incluindo 136 leitos de UTI (79 adultos e 57 neonatais).

Os números de internações refletem essa expansão. Os hospitais regionais do Litoral e do Sudoeste mantiveram volumes de referência, chegando a mais de 20 mil e 19 mil internações em 2023, respectivamente. Já o Hospital Regional do Centro-Oeste apresentou crescimento expressivo: de 900 internações em 2022 para mais de 9 mil em 2024, consolidando-se como referência regional.

Na área cirúrgica, hospitais como o Zona Sul (HZS) e Zona Norte (HZN), em Londrina, tiveram ampliações significativas. Em 2024, o HZS ultrapassou 10 mil cirurgias, enquanto o HZN superou 7,5 mil procedimentos. O HRCO, mesmo incorporado recentemente, alcançou mais de 5 mil procedimentos em 2025, tornando-se um novo polo cirúrgico regional.

Os exames diagnósticos também evoluíram fortemente. O Hospital Regional do Litoral passou de 19 mil em 2018 para mais de 288 mil em 2024, um aumento de aproximadamente 1.416%. Já o do Sudoeste ultrapassou 290 mil exames em 2024. O Hospital Infantil Waldemar Monastier duplicou sua produção laboratorial e ampliou significativamente a capacidade em exames cardiológicos.

Os serviços multiprofissionais cresceram de forma igualmente expressiva. O HRS passou de 63 mil terapias em 2018 para mais de 787 mil em 2024, enquanto o HIWM ultrapassou 387 mil atendimentos em 2024 e manteve crescimento, alcançando mais de 419 mil em 2025.

Para o secretário Beto Preto, os resultados demonstram a dimensão da transformação. "Estamos entregando a maior expansão hospitalar já registrada no Paraná. Isso não é apenas obra, equipamento ou número: é cuidado, é vida. É garantir que cada paranaense, de qualquer cidade, tenha acesso a atendimento digno, moderno e resolutivo", conclui.