O Paraná se consolida como referência nacional na cobertura vacinal contra o HPV (Papilomavírus Humano) entre jovens de 9 a 14 anos. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgados em 2025 mostram que o estado alcançou a terceira posição no ranking para meninos e a quarta para meninas, mantendo índices superiores a 85% em ambos os sexos, ficando atrás apenas de Roraima, Espírito Santo e Santa Catarina.
Os números revelam uma adesão exemplar à campanha de imunização, com destaque para o público feminino, onde a cobertura atingiu 94,9%, superando a meta ideal de 90% e a média nacional de 83,0%. Entre os meninos, o índice é de 86,8%, também acima da média nacional masculina de 71,1%. "A vacinação ajuda a combater o câncer de colo de útero nas meninas e reduzir o câncer de colorretal nos meninos. É uma imunização importante e queremos sempre nos manter em destaque na quantidade de doses aplicadas, porque isso significa prevenção", explica o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
O secretário reforça o compromisso do estado: "Nossa meta é manter o ritmo para que o Paraná continue sendo um porto seguro contra doenças evitáveis". A vacina contra o HPV é a principal forma de prevenção contra o câncer de colo do útero, além de outros tipos como o de ânus, de pênis, de boca e de orofaringe, e está disponível gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde e salas de vacinação.
Apesar dos bons índices na faixa etária prioritária, a Sesa alerta que ainda existem adolescentes entre 15 e 19 anos que não se imunizaram na idade recomendada. A vacina continua disponível para esse público, pois o HPV é um vírus comum cujas infecções frequentemente não apresentam sintomas, mas podem evoluir para doenças graves a longo prazo. A imunização estimula o sistema imunológico a criar defesas, impedindo que o vírus se instale e cause problemas futuros.
O desempenho do Paraná reflete um trabalho contínuo de conscientização e acesso, mantendo um equilíbrio superior à média de outros estados. Enquanto isso, a Secretaria da Saúde segue investindo em outras frentes, como a aplicação de nova tecnologia no Lacen para identificar bactéria e mutações da tuberculose, e a destinação de R$ 67,5 milhões para procedimentos oftalmológicos em 2025, reforçando a importância de ações integradas na saúde pública.

