O Paraná está entre os estados brasileiros com os melhores indicadores de combate à aids, de acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico da Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde. O estado ocupa a sétima posição no ranking nacional do índice composto, um indicador que avalia a cobertura de serviços e a organização da rede de atenção à doença. Com um índice de 4,656, o Paraná fica atrás apenas de seis outras unidades federativas, incluindo o Distrito Federal, que lidera a lista.

O índice composto é calculado a partir de um conjunto de dados que inclui a taxa de detecção de aids, a taxa de detecção em crianças menores de 5 anos, a taxa de mortalidade e a primeira contagem de CD4 nos últimos cinco anos. As células CD4 são aquelas que o vírus HIV usa para se replicar no organismo, e sua contagem é um importante marcador para o monitoramento da doença. Quanto menor o índice composto, melhor o desempenho do estado ou município nos indicadores avaliados.

"Assim como reduzimos a taxa de mortalidade em quase 50% em 10 anos, o índice composto também mostra a robustez das nossas políticas e como o atendimento do Paraná às pessoas vivendo com HIV/aids é feito com o objetivo de abranger desde a prevenção até o tratamento", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. De fato, o Paraná reduziu a taxa de mortalidade por aids de 4,8 para 2,8 entre 2014 e 2024, uma queda de 47,8%. Nesse período, o estado empatou com o Rio de Janeiro na segunda posição entre os que mais reduziram a mortalidade, ficando atrás apenas de São Paulo, que registrou 51% de redução.

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Além do bom desempenho estadual, o Paraná também se destaca no cenário municipal. Curitiba, a capital, apresenta o quinto melhor índice entre as 27 capitais brasileiras, com 5,688. Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, cinco cidades paranaenses aparecem entre as 100 melhores do país. Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é a melhor colocada, na 12ª posição, com índice de 5,782. Em seguida, aparecem Foz do Iguaçu (35ª posição, com 5,909), Maringá (6,108), Toledo (6,228) e Paranaguá (6,573).

Outro ponto de destaque é a certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV, quando o vírus é passado da mãe infectada para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. Toledo, Pinhais, Foz do Iguaçu e Maringá já receberam essa certificação, e o estado do Paraná também renovou a sua no último dia 2 de dezembro. "Isso tudo é reflexo da consolidação de uma estratégia estadual sustentada por ações integradas, monitoramento contínuo e forte compromisso institucional", completou Beto Preto.

O boletim do Ministério da Saúde ressalta que estados com menores índices compostos, como o Paraná, provavelmente têm maiores coberturas de serviços, redes de atenção mais estruturadas e proporção mais alta de pessoas vivendo com HIV diagnosticadas. Por outro lado, os estados com os maiores índices enfrentam mais dificuldades e desafios na oferta de testagem, no diagnóstico oportuno e no acesso ao cuidado contínuo. O desempenho do Paraná, portanto, reflete um trabalho consistente e integrado no combate à aids, que vai desde a prevenção até o tratamento, passando pelo diagnóstico e monitoramento da doença.