O Paraná consolidou sua posição como um dos principais polos de ensino superior do Brasil, ocupando o terceiro lugar entre os estados com mais instituições bem avaliadas na América Latina. A informação consta no Ranking de Universidades da América Latina 2026, divulgado nesta quarta-feira (3) pela Times Higher Education (THE), empresa britânica especializada em avaliação acadêmica global. O estado aparece empatado com Minas Gerais, com sete universidades classificadas, atrás apenas de São Paulo (13) e Rio Grande do Sul (8).

Dentre as sete instituições paranaenses listadas, quatro pertencem ao Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná: a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). A presença recorrente dessas universidades no ranking reforça a qualidade e a consistência do ensino público superior no estado.

A UEM manteve a liderança entre as estaduais paranaenses, ocupando a 44ª posição na América Latina e o 24º lugar entre as 69 instituições brasileiras avaliadas. Com sete câmpus distribuídos por municípios das regiões Noroeste, Centro-Oeste e Vale do Ivaí, a universidade segue como referência acadêmica.

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O maior destaque individual ficou com a UEPG, que conquistou um salto expressivo no ranking. Localizada na região dos Campos Gerais, a instituição avançou da faixa 101-125 para a 78ª posição entre as melhores da América Latina, retornando ao seleto grupo das 100 primeiras. Entre as brasileiras, a UEPG agora ocupa a 40ª colocação, um avanço de mais de 20 posições em relação à edição anterior do levantamento.

As outras duas estaduais também mantiveram presença qualificada: a UEL aparece na 36ª posição nacional e 69ª latino-americana, enquanto a Unioeste está na 43ª colocação brasileira e na faixa 101-125 do continente.

Para Maria Aparecida Crissi Knuppel, diretora de Ensino Superior da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), os resultados reforçam o papel estratégico das universidades. "A produção científica é fundamental para o desenvolvimento social e econômico, contribuindo para políticas públicas em áreas como saúde e educação, além de formar profissionais que levam conhecimento e soluções inovadoras para os mais diferentes setores econômicos e segmentos da sociedade", afirmou.

Além das quatro estaduais, o Paraná também está representado no ranking pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e pela Universidade Positivo (UP), completando as sete instituições que garantem ao estado a terceira posição nacional.

A metodologia do ranking da THE sofreu uma mudança significativa nesta edição. Enquanto anteriormente as pontuações eram calculadas com base na comparação apenas entre universidades latino-americanas, agora a avaliação passou a ser global, o que impactou as posições de todas as instituições. O levantamento considera dados coletados entre 2020 e 2025, analisando cinco critérios com pesos distintos: ensino (35%), ambiente de pesquisa (33,5%), qualidade da pesquisa (20%), inovação (4%) e perspectiva internacional (7,5%). Ao todo, são 16 indicadores de desempenho agrupados nesses pilares acadêmicos.

O reconhecimento internacional das universidades paranaenses vai além deste ranking tradicional. No mês passado, a THE divulgou outro levantamento específico sobre a contribuição das instituições para a ciência interdisciplinar. Nessa avaliação, a UEL estreou entre as 22 universidades brasileiras classificadas, aparecendo na faixa 601-800 entre 911 instituições de 94 países. A Unioeste também figurou na lista, na posição 801+.

Esse ranking interdisciplinar avalia 11 métricas relacionadas à capacidade institucional de fomentar pesquisas que integram diferentes áreas do conhecimento, considerando aspectos como investimento, estrutura de apoio, quantidade e qualidade de publicações interdisciplinares, além da reputação das instituições nesse tipo de colaboração acadêmica.

Os resultados consolidam o Paraná como um estado que não apenas forma profissionais qualificados, mas também produz conhecimento científico de impacto internacional, com instituições que equilibram excelência acadêmica, pesquisa relevante e contribuição para o desenvolvimento regional e nacional.