O Paraná se consolidou como um dos estados que mais geram empregos formais no país, ocupando a terceira posição no ranking nacional com um saldo de 129,4 mil vagas no acumulado de janeiro a outubro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e mostram que apenas São Paulo, com 502,7 mil vagas, e Minas Gerais, com 159,6 mil, superaram o desempenho paranaense no período.
O saldo de empregos é calculado pela diferença entre admissões e desligamentos. No Paraná, foram registradas 1.780.859 contratações e 1.651.498 desligamentos nos primeiros dez meses do ano, resultando no número positivo. Em outubro, a variação relativa, que mede a taxa de crescimento mensal de empregos formais, ficou em 4,02%, superando a média nacional de 3,82%.
As cidades que mais se destacaram no estado foram Curitiba, com saldo de 28,2 mil vagas, Londrina (9,6 mil), São José dos Pinhais (6,6 mil), Maringá (5,4 mil), Cascavel (5,3 mil) e Toledo (4,9 mil). Esses municípios puxaram a geração de empregos, refletindo a diversidade econômica paranaense, que vai da indústria à agricultura e serviços.
No recorte dos últimos 12 meses, de novembro de 2024 a outubro de 2025, o Paraná manteve uma performance sólida, com saldo de 94.257 empregos formais. Nesse período, apenas São Paulo (358 mil) e Rio de Janeiro (103 mil) tiveram resultados melhores, evidenciando a consistência do estado na criação de vagas.
Analisando apenas o mês de outubro, o Paraná ficou em quarto lugar no país, com saldo de 7.961 empregos, resultado de 173.705 contratações e 165.744 desligamentos. São Paulo liderou com 18,4 mil vagas, seguido pelo Distrito Federal (15,4 mil) e Pernambuco (10,5 mil).
Outro indicador relevante é o salário médio de admissão. Em outubro, o Paraná ocupou a quinta posição nacional, com vencimentos de R$ 2.258,73, um aumento de 0,47% em relação a setembro e 1,67% superior ao mesmo mês de 2024. Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro apareceram à frente nesse ranking, mostrando que, apesar do bom desempenho em vagas, há espaço para melhorias na remuneração.
Esses números reforçam a resiliência da economia paranaense, que tem se beneficiado de investimentos em setores como tecnologia, agronegócio e indústria. Projetos como a parceria com a Coreia do Sul, que visa transformar Ivaiporã em um polo de startups, conhecido como Korean Valley, podem impulsionar ainda mais a geração de empregos qualificados no futuro.
Com uma safra recorde de grãos e um ambiente empresarial favorável, o Paraná se consolida como um dos motores do desenvolvimento nacional, oferecendo oportunidades que refletem na qualidade de vida da população.

