O Paraná segue em um momento econômico positivo, com a geração de empregos formais atingindo números expressivos em 2025. De janeiro a novembro, o estado registrou 131.935 novas vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete um cenário de recuperação e crescimento, com 348 dos 399 municípios paranaenses apresentando saldo positivo de empregos, o que representa 87,2% do total.

Curitiba lidera a geração de empregos, com um saldo positivo de 28.597 vagas. A capital paranaense contabilizou 542.293 admissões e 513.696 desligamentos no período. Os setores que mais contribuíram para esse resultado foram serviços, com 20.162 novas vagas; comércio, com 5.130 postos de trabalho; e indústria, com 2.689 empregos formais. A construção civil e a agropecuária também tiveram desempenhos positivos, com 514 e 102 vagas criadas, respectivamente.

Em segundo lugar aparece Londrina, a segunda maior cidade do estado, com 9.255 novas vagas. Foram 109.664 admissões contra 100.409 desligamentos de janeiro a novembro. Assim como em Curitiba, o setor de serviços foi o principal responsável pela criação de empregos, com 5.957 vagas. A construção civil gerou 1.237 novos postos, o comércio 1.045, a indústria 986 e a agropecuária 30.

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Completando o pódio está São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com 6.949 novos empregos. O município registrou 69.847 admissões e 62.898 demissões nos 11 meses. Os serviços, com 4.104 vagas, e a indústria, com 1.371, foram os setores que mais impulsionaram o crescimento. O comércio teve saldo positivo de 850 vagas, a construção civil de 626, enquanto a agropecuária apresentou um pequeno saldo negativo de -2.

Regionalmente, a RMC se destaca na geração de empregos. Das 20 cidades com os maiores saldos positivos no estado, oito estão na região metropolitana. Além de Curitiba e São José dos Pinhais, Colombo (3.448), Pinhais (2.091), Araucária (2.064), Fazenda Rio Grande (1.921), Almirante Tamandaré (1.197) e Campo Largo (1.043) também tiveram desempenhos expressivos. Juntas, essas oito cidades concentraram 47.310 das 131.935 novas vagas criadas no Paraná.

No Oeste do estado, Cascavel liderou com 5.348 novas vagas, seguida por Toledo (4.848), Foz do Iguaçu (2.938) e Assis Chateaubriand (984), somando 14.118 empregos. No Noroeste, Maringá gerou 5.192 vagas e Umuarama, 1.497. No Norte, além de Londrina, Arapongas registrou saldo positivo de 2.096 vagas. Nos Campos Gerais, Ponta Grossa criou 3.826 novos empregos.

O Sudoeste paranaense também apresentou números positivos, com Dois Vizinhos (1.695) e Pato Branco (1.446) entre os destaques. No Litoral, Paranaguá fechou o top 20 com 1.608 novas vagas. Apenas 49 municípios tiveram saldo negativo de empregos, cerca de 12% do total, sendo que apenas sete perderam mais de 100 vagas no período.

Dois municípios, Centenário do Sul (Norte) e São João do Ivaí (Vale do Ivaí), tiveram saldo zerado entre admissões e demissões. Além dos dados acumulados de 2025, o Caged também mostra que, nos últimos 12 meses, 314 cidades (78%) registraram mais vagas abertas do que fechadas. Em novembro, o estado criou mais de 6,6 mil novos postos de trabalho.

Os números reforçam a consolidação do Paraná como um polo de geração de empregos formais, com a maioria das regiões contribuindo para o crescimento econômico. A diversificação dos setores, com destaque para serviços, comércio e indústria, mostra uma economia em movimento, capaz de absorver mão de obra e impulsionar o desenvolvimento em diferentes partes do estado.