O Paraná volta ao centro das atenções do agronegócio nacional nesta terça-feira (25) com a abertura da Feira Internacional da Mandioca (Fiman), em Paranavaí. O estado, que já é referência na produção de fécula e ocupa a segunda posição no ranking brasileiro de mandioca, projeta para 2025 uma safra recorde de 4,2 milhões de toneladas, superando as 3,7 milhões de toneladas colhidas em 2024, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

A feira, que acontece até quinta-feira (27) no Parque Internacional de Exposições Costa e Silva, reúne toda a cadeia produtiva da mandioca, desde indústrias e fornecedores até centros de pesquisa. O objetivo principal é impulsionar a inovação tecnológica e fortalecer a competitividade da produção paranaense, atendendo mercados que exigem alto padrão de qualidade.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a Fiman demonstra ao Brasil e ao mundo que o Paraná produz com qualidade, responsabilidade, sustentabilidade e visão de futuro. "Nosso papel é assegurar que esses avanços cheguem ao campo e se traduzam em mais renda, competitividade e qualidade de vida para quem trabalha todos os dias para alimentar nossa população e de vários outros países do mundo. Somos 12 milhões de paranaenses e fornecemos alimentos para 400 milhões de pessoas de todo o planeta", afirmou.

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De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral Hugo Godinho, o Paraná é líder na produção de mandioca para fins industriais. "No caso da fécula de mandioca, o Paraná é o maior produtor, respondendo por cerca de dois terços da oferta nacional", explicou. Atualmente, mais da metade da produção da raiz no estado é direcionada para a indústria de fécula. Em 2024, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), foram produzidas 834 mil toneladas de fécula no Brasil.

Godinho ressalta que, quando o assunto é produção total, o Paraná perde por uma margem mínima para o primeiro colocado. "O Paraná tem uma safra de 4,2 milhões de toneladas de mandioca colhida, ficando atrás apenas do Pará, que tem uma safra de 4,3 milhões de toneladas", comentou.

Reconhecida como "Capital da Mandiocultura Industrial", Paranavaí recebe milhares de visitantes e mais de 60 expositores do Brasil e do exterior durante a feira. A expectativa é que a Fiman 2025 supere os resultados da edição de 2023, que movimentou cerca de R$ 250 milhões em negócios e atraiu um público de sete mil pessoas. Neste ano, o evento deve reunir representantes de mais de 20 países, além de comitivas de 25 estados brasileiros.