O Paraná conquistou mais uma vez o primeiro lugar no Ranking Nacional de Dispensa de Alvarás e Licenças, do programa Liberdade para Trabalhar, elaborado pelo Instituto Liberal de São Paulo (ILISP). O levantamento referente ao primeiro trimestre de 2026 confirma a posição de destaque do estado, que se consolida como referência em ambiente de negócios favorável para empreendedores e trabalhadores.

O ranking mede o número de atividades econômicas de baixo risco que estão dispensadas de alvarás e licenças. Com 975 CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) liberados, o Paraná superou todos os outros estados. Na sequência aparecem Goiás (962), Minas Gerais (945), Sergipe (936) e São Paulo (927).

Embora o ranking foque na liberação de alvarás para medir a liberdade econômica, o desempenho paranaense reflete um conjunto de políticas de desburocratização e estímulo ao empreendedorismo. O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, explica: "O Paraná desenvolveu um ambiente de negócios ímpar em todo o Brasil baseado em um tripé que beneficia o trabalhador: menor carga tributária para o empreendedor, simplificação no processo de abertura de negócios e um cenário econômico que permite o pleno emprego. Temos a combinação ideal e esse resultado ilustra isso."

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Para Ortigara, a questão tributária é essencial: "De nada adianta apenas a liberação dos alvarás para os CNAEs se o imposto cobrado sobre eles inviabiliza o negócio. Por isso, o Paraná se orgulha de trazer as melhores condições para apoiar o pequeno empreendedor."

Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), com base em informações do Simples Nacional, o Paraná oferece a menor carga tributária para contribuintes desse regime, com alíquota efetiva média do ICMS de 2,39% — abaixo da média nacional de 2,81%. Atualmente, mais de 300 mil empresas são optantes do Simples Nacional no estado.

O presidente da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), Marcos Rigoni, destaca que a carga tributária reduzida é um dos principais atrativos: "A carga tributária reduzida é um dos grandes fatores que atrai o empreendedor para o estado. E não só com o Simples. A própria redução do IPVA beneficia o contribuinte, reduzindo o custo sobre as empresas — e isso é muito benéfico para quem está abrindo um novo negócio."

Rigoni afirma que a combinação de impostos menores com um ambiente desburocratizado é o grande diferencial: "São fatores imprescindíveis para que o empreendedor acredite no Paraná."

Descomplica Paraná

O tempo médio para abertura de empresas no Paraná é de 7 horas e 52 minutos, enquanto a média nacional é de 1 dia e 6 horas. O programa Descomplica Paraná é o grande responsável por essa agilidade. Ele simplifica o processo ao unificar solicitações e dispensar licenças e alvarás para atividades de baixo risco.

Por meio da plataforma, o empreendedor consegue liberação de órgãos como Instituto Água e Terra (IAT), Vigilância Sanitária, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Corpo de Bombeiros e Polícia Civil em uma única solicitação. O chefe do Centro Estadual de Desburocratização, coronel Jean Rafael Puchetti Ferreira, explica: "Antes, era preciso esperar entre três a cinco meses para conseguir a licença dos cinco órgãos licenciadores. Agora, com a plataforma unificadora, você consegue todas elas de uma só vez em questão de minutos."

Segundo ele, o Descomplica Paraná "se apresentou como um grande aliado do empreendedor no estado, facilitando a vida de quem quer gerar emprego e riqueza. E tudo isso sem abrir mão de segurança física, legal e tributária. É uma desburocratização em que todos saem ganhando."

Reflexos no emprego

A simplificação se reflete na criação de novas empresas. No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou alta de 16,1% na abertura de novos negócios em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 53,4 mil novas empresas. Isso impacta diretamente o emprego. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Paraná atingiu o menor índice de desemprego de sua história para um trimestre, com taxa de desocupação de 3,2% no quarto trimestre de 2025, bem abaixo da média nacional de 5,1%.