Dezenove alunos da rede estadual de ensino do Paraná foram homenageados nesta terça-feira (31) em uma cerimônia especial na sede da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA). Os estudantes receberam as medalhas conquistadas na 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (OBICT), competição que colocou o estado na liderança nacional, à frente de potências educacionais como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

O desempenho paranaense foi marcante: além das 19 medalhas (quatro de ouro, sete de prata e oito de bronze), os estudantes conquistaram 18 menções honrosas. O resultado representa quase o dobro das conquistas da edição anterior, quando o estado havia obtido 10 medalhas. A cerimônia de premiação foi realizada em conjunto pela SEIA, Secretaria da Educação (Seed) e comissão organizadora da competição, embora os vencedores já tivessem recebido suas medalhas em casa pelos Correios.

Os medalhistas representam 15 cidades paranaenses: Assaí, Arapongas, Borrazópolis, Califórnia, Carlópolis, Clevelândia, Curitiba, Jandaia do Sul, Joaquim Távora, Mangueirinha, Pérola, Santa Helena, Sarandi, Sertanópolis e Umuarama. A distribuição inclui estudantes tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio, demonstrando que o interesse por inovação e tecnologia começa cago nas escolas do estado.

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O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, destacou o significado da conquista durante a cerimônia. "Estamos mostrando todo o potencial dos nossos alunos e quanto o Paraná vem investindo para levar inovação para dentro das escolas. Mais do que as medalhas, estamos formando jovens preparados para os desafios do futuro, estimulando o pensamento criativo e o interesse por áreas estratégicas por meio de um trabalho conjunto que fortalece a educação e consolida o nosso Estado como referência", afirmou.

Roni Miranda, secretário de Estado da Educação, complementou: "Fizemos questão de receber e homenagear os estudantes que tiveram um desempenho de excelência a nível nacional. Além da conquista pessoal de cada aluno, esse resultado reflete o trabalho dos nossos professores nas escolas estaduais, bem como todos os esforços e investimentos do Governo do Estado para que inovação, ciência e tecnologia sejam conceitos presentes nas salas de aulas do Paraná".

A trajetória do Paraná na OBICT foi de crescimento consistente. Desde as fases iniciais, o estado se destacou com mais de 36 mil alunos das redes pública e particular aprovados na primeira fase. Na segunda etapa, dos 18.016 estudantes classificados em todo o Brasil, 10.406 eram paranaenses - impressionantes 57% do total. Na terceira fase, 2.237 alunos fizeram a prova presencial em polos espalhados pelo país, incluindo 96 municípios do Paraná. E na fase final, dos 796 classificados nacionalmente, 254 eram do estado, representando 30% dos aprovados.

Entre os medalhistas de ouro está Kauã Consolim Rover, aluno da 3ª série do ensino médio do Colégio Estadual Miguel Dias, de Joaquim Távora. Ele compartilhou sua estratégia: "As etapas finais foram bem desafiadoras, mas estudar as provas da primeira edição me ajudou bastante a entender qual seria o nível das questões. Foi com certeza uma experiência muito importante principalmente por serem provas muito focadas em lógica, raciocínio e matemática, que são coisas que usamos para além da escola".

Lívia de Azevedo Garbelim, aluna do 8º ano do Colégio Estadual Cívico-Militar de Jandaia do Sul, que conquistou medalha de prata, descreveu sua experiência: "No começo achei que as provas seriam mais fáceis, mas ao longo das etapas foi ficando mais difícil e exigiram bastante raciocínio lógico e atenção. Foi um desafio grande, mas muito gratificante, principalmente porque tive muito apoio da minha família e dos meus professores, o que fez toda a diferença".

A OBICT foi idealizada pela startup gaúcha EduSpace em parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e realizada durante 2025, com quatro fases que alternaram provas online e presenciais. Richard Lutch, CEO da EduSpace, explicou o propósito da competição: "A Olimpíada tem um objetivo muito claro de aproximar os alunos de áreas estratégicas como ciência, tecnologia e matemática, de uma forma acessível e conectada com a realidade deles, trabalhando com questões multidisciplinares, que despertam o interesse e tornam o aprendizado mais atrativo".

Sobre o desempenho paranaense, Lutch foi enfático: "O Paraná teve uma participação de destaque, com grande mobilização de estudantes e excelentes resultados. Isso é reflexo direto do incentivo do Governo do Estado, que entende a importância de investir na formação dos jovens e no fortalecimento da educação em ciência e tecnologia".

O sucesso na OBICT não é um caso isolado. O Paraná vem se consolidando como potência nas chamadas olimpíadas do conhecimento. Em 2024, o estado já havia sido recordista de inscrições na primeira edição da OBICT, com 3.118 dos 36.500 alunos inscritos nacionalmente, e conquistado 10 medalhas. Outro destaque foi na Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial (ONIA), onde mais de 30 mil paranaenses avançaram para a segunda etapa, e os alunos do estado conquistaram 65 medalhas (oito de ouro, 21 de prata e 36 de bronze), além de 18 menções honrosas.

A lista completa dos medalhistas da 2ª OBICT inclui nomes como Cibeli Maria de Carvalho Caetano, Felipe Augusto Camilo e Artur Hartmann (ouro); Melyssa Perrut, Melissa Soares Brandão e Julia Costa Scarcelli (prata); e Alice Mayana Carneiro, Pedro Henrique Ferreira Andrade e Leonardo Guimarães Nogueira de Brito (bronze), entre outros talentos que representam o futuro da inovação no Paraná e no Brasil.