O Paraná consolidou sua posição como um dos estados mais dinâmicos do país em termos de atração e crescimento de grandes empresas. Dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o número de estabelecimentos com 100 ou mais pessoas ocupadas saltou de 2.506 em 2022 para 2.621 em 2023 no estado, um crescimento de 4,6%. Esse desempenho supera a média nacional, que ficou em 3,1%, e também é maior do que o registrado pelos outros dois estados da região Sul: Santa Catarina (2,3%) e Rio Grande do Sul (2,5%).

Em números absolutos, o Paraná também lidera a região, com 2.621 grandes empresas, enquanto Santa Catarina contabilizou 2.158 e o Rio Grande do Sul, 2.433. Considerando que o Brasil possui 37.494 companhias de grande porte, a participação do Paraná nessa categoria atinge 7% do total nacional, um percentual considerável que reflete a força da economia local.

O que impulsiona esse crescimento? Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), os números expressivos são resultado de dois fatores principais: o crescimento das empresas que já atuavam no estado, que passaram a integrar as faixas de porte mais elevadas, e a atração de relevantes empreendimentos produtivos, incluindo grandes multinacionais. "O Programa Paraná Competitivo explica, em grande medida, esses notáveis resultados", afirma Callado.

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O programa estadual tem sido um dos principais motores dessa expansão. Apenas em 2025, o Paraná assinou 127 contratos de parceria para a implantação e ampliação de parques industriais por meio do Paraná Competitivo, o maior número de investimentos atraídos em toda a história da iniciativa. Segundo dados da Assessoria de Assuntos Econômicos e Tributários (AEET) da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), esses contratos, firmados entre janeiro e 24 de novembro de 2025, totalizam R$ 13,81 bilhões em investimentos. Em comparação, ao longo de todo o ano de 2024, o programa havia firmado 115 parcerias.

Exemplos recentes de grandes investimentos incluem a fábrica da Nissin, cujo projeto de R$ 1 bilhão foi apresentado ao governador Carlos Massa Ratinho Junior recentemente, e a inauguração da fábrica de vidros da Ambev em Carambeí, a primeira do Brasil nesse segmento. Empresas como Electrolux, LG e Piracanjuba também se estabeleceram no estado nos últimos anos, reforçando o cenário de atração de investimentos.

O secretário do Planejamento do Estado, Ulisses Maia, ressalta o ambiente de negócios favorável encontrado no Paraná. "O apoio governamental, a infraestrutura adequada e o elevado nível do capital humano tornam o Paraná muito expressivo como destino dos grandes investimentos produtivos", complementa.

Impacto econômico e perfil setorial dessas grandes empresas são igualmente significativos. De acordo com o IBGE, esses estabelecimentos são responsáveis por 1,19 milhão de empregos formais no estado, com o pagamento anual de R$ 54,7 bilhões em salários, o que ajuda a impulsionar o consumo e o Produto Interno Bruto (PIB) local.

Na distribuição setorial, as grandes empresas paranaenses se concentram principalmente na indústria de transformação, que responde por 30,6% dos estabelecimentos. Nesse segmento, destacam-se agroindústrias que expandiram seus negócios nos últimos anos, como Lar, C.Vale e Coamo, além de montadoras automotivas como Renault do Brasil, Volkswagen, DAF e Pro Tork. Em seguida, aparecem empresas de comércio e reparação de veículos automotores (18,5%) e atividades administrativas (12,1%).

O desempenho do Paraná no cenário nacional não se limita ao crescimento do número de grandes empresas. Dados recentes também mostram que nove produtos paranaenses tiveram crescimento superior a 30% nas exportações em 2025, e o estado registrou o maior aumento do país na estimativa de produção de grãos em novembro, indicando uma economia diversificada e robusta.

Combinando políticas públicas eficazes, como o Paraná Competitivo, com uma infraestrutura sólida e mão de obra qualificada, o estado segue atraindo investimentos e ampliando sua participação na economia brasileira, consolidando-se como um polo de desenvolvimento e inovação no Sul do país.