O Paraná alcançou a maior taxa de coleta de lixo em áreas urbanas do Brasil em 2025, com 98,9% dos domicílios atendidos pelo serviço. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ranking geral, que considera imóveis urbanos e rurais, o estado fica em segundo lugar, atrás apenas de São Paulo, com 92,5% dos 4,518 milhões de domicílios paranaenses atendidos – o equivalente a 4,17 milhões de unidades.

Em todo o país, a coleta de resíduos chega a 86,9% dos domicílios em média, e a 94% nas áreas urbanas. O desempenho do Paraná reflete investimentos e políticas públicas voltadas para a gestão de resíduos sólidos. Desde 2019, o Governo do Estado entregou 733 veículos por meio do projeto Patrulha Ambiental, executado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e pelo Instituto Água e Terra (IAT). O investimento totalizou R$ 206,8 milhões, incluindo caminhões-baú, compactadores, modelos limpa-fossas, caminhões-pipa e poliguindastes.

Além dos veículos, o estado destinou R$ 21,5 milhões para a entrega de 268 caçambas a 67 municípios, complementando kits voltados à coleta e destinação de resíduos da construção civil. Esses equipamentos, somados aos caminhões poliguindastes enviados anteriormente, reforçam a infraestrutura municipal. O projeto também abrange abastecimento de água, combate a incêndios e limpeza de calçadas, demonstrando uma abordagem integrada para questões ambientais e urbanas.

Publicidade
Publicidade

A Pnad Contínua ainda revela que o número de domicílios no Paraná cresceu 19,3% entre 2016 e 2025, passando de 3,788 milhões para 4,518 milhões. Desse total, 89,6% estão em áreas urbanas (pouco mais de 4 milhões) e 10,4% em áreas rurais (468 mil). A pesquisa também destaca avanços em saneamento básico: 97,7% dos domicílios urbanos têm abastecimento de água por rede geral, e 80,1% são atendidos por rede de coleta de esgoto.

Outro dado significativo é que apenas 5 mil domicílios paranaenses declararam não possuir banheiro de uso exclusivo – 4 mil na área urbana e mil na rural. Esse indicador, aliado aos altos índices de coleta de lixo e acesso a água e esgoto, reflete melhorias na qualidade de vida da população. O crescimento do número de domicílios, impulsionado por fatores como o aumento da população idosa (que cresceu 55% no estado), demanda continuidade nos investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

Os resultados positivos do Paraná em coleta de resíduos e saneamento contrastam com desafios nacionais, onde a média de atendimento ainda está abaixo dos 90%. A experiência paranaense, com foco em parcerias estaduais-municipais e equipamentos modernos, pode servir de modelo para outras regiões do Brasil, especialmente em um contexto de urgência ambiental e busca por cidades mais sustentáveis.