O Governo do Estado do Paraná autorizou, nesta quinta-feira (22), o início da licitação para a construção do Hospital Municipal de Guaíra Graciele Possan, no Oeste do estado. O investimento de R$ 64,3 milhões, proveniente integralmente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), visa fortalecer a rede pública de saúde em uma região estratégica de fronteira, atendendo a uma demanda histórica da população local.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, formalizaram a autorização durante solenidade em Guaíra. A nova unidade terá 84 leitos distribuídos em uma área construída de 6.785,65 metros quadrados, incluindo serviços de urgência e emergência, consultas especializadas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias eletivas, exames complementares e apoio diagnóstico. As especialidades abrangerão áreas clínica, cirúrgica, obstétrica e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

"Guaíra há muito tempo necessita de um hospital e isso sempre esteve no nosso planejamento. Durante a pandemia da Covid-19, tivemos que segurar um pouco esse investimento, porque a prioridade naquele momento foi fortalecer e ampliar os hospitais existentes para atender a população na emergência. Agora, estamos retomando essa programação de investimentos na área da saúde em várias regiões do Estado", explicou o governador Ratinho Junior. Ele destacou que o convênio é o maior da história entre o Estado e o município do Oeste paranaense.

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O projeto foi elaborado exclusivamente para a cidade, contemplando maternidade, cirurgias de média e alta complexidade, leitos de UTI e equipamentos de última geração. "Aqui fizemos um projeto exclusivo para a cidade, com maternidade, cirurgias de média e alta complexidade, leitos de UTI para os casos mais urgentes e equipamentos de última geração. É um hospital grande pensado para atender bem a população", salientou Ratinho Junior.

O secretário Beto Preto enfatizou o caráter transformador do investimento. "São quase 7 mil metros quadrados de área construída e um novo tempo para a saúde. É, principalmente, o pagamento de uma dívida social que existia com governos estaduais e federais que passaram e acabaram deixando Guaíra um pouco para trás. Hoje viemos aqui para dar essa resposta. Esse hospital é um sonho antigo da região", afirmou. A estimativa é de que a unidade realize aproximadamente 3.024 atendimentos mensais, entre consultas, procedimentos e internações.

A construção do hospital responde a um vazio assistencial histórico na microrregião da 20ª Regional de Saúde. Atualmente, cerca de 80% das internações de usuários de Guaíra ocorrem em hospitais de outros municípios do Oeste, gerando deslocamentos frequentes, custos adicionais e riscos assistenciais, especialmente em situações de urgência. A insuficiência de leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI, somada à baixa oferta de especialidades médicas, compromete o cuidado integral para aproximadamente 60 mil habitantes da microrregião e mais de 400 mil pessoas abrangidas pela Regional.

"Este é um dia histórico para nós, um sonho antigo de Guaíra, que é uma das cidades mais distantes da capital. Quando falamos em alta complexidade na saúde, muitas vezes precisamos colocar o paciente em um veículo e percorrer 100, 150 ou até 670 quilômetros para chegar a Curitiba e à Região Metropolitana. Por isso, esse Hospital é motivo de muita alegria, porque muitas mãos trabalharam para que esse projeto se tornasse realidade", declarou o prefeito de Guaíra, Gileade Osti.

O nome do hospital homenageia Graciele Possan, nascida em Guaíra, que enfrentou uma longa batalha contra o câncer. A família de Graciele doou o terreno para a construção da unidade. Além do investimento em saúde, o prefeito destacou que o município vem recebendo recursos em outras áreas estratégicas, como pavimentação urbana e rural, iluminação de LED e equipamentos para a área rural, totalizando cerca de R$ 85 milhões em obras de transformação.

O governador Ratinho Junior ressaltou que a obra faz parte de um planejamento de longo prazo para descentralizar o atendimento em saúde no Paraná. "A descentralização representa mais comodidade e mais qualidade para as pessoas. Muitas vezes, para fazer uma cirurgia simples, como a de vesícula, o paciente precisa andar 100 ou 150 quilômetros. Com a saúde mais perto das pessoas, ganhamos tempo, melhoramos a logística e, principalmente, salvamos vidas. Esse é o nosso objetivo", concluiu. A nova unidade também atenderá a 12ª e a 20ª Regionais de Saúde, a região de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, e brasileiros e paraguaios que buscam atendimento na fronteira.