O Governo do Paraná deu um passo importante para fortalecer a presença internacional de suas instituições de ensino superior. Nesta quarta-feira (25), foi lançado um pacote de investimento de R$ 3,5 milhões destinado a promover a internacionalização das sete universidades estaduais por meio de parcerias com instituições da China, Hungria, Nova Zelândia e Japão. O aporte, formalizado por meio de um edital, prevê R$ 500 mil para cada uma das universidades da rede estadual.
As instituições terão até o dia 24 de abril para apresentar projetos que visem estabelecer redes de cooperação nas áreas de ensino, extensão e pesquisa. Os planos aprovados terão um prazo de até dois anos para o desenvolvimento das atividades. A iniciativa consolida uma agenda diplomática que vem sendo articulada nos últimos anos por meio de missões do Estado do Paraná aos quatro países, resultando em parcerias com universidades, agências de fomento e ecossistemas de inovação.
O movimento bilateral também incluiu a recepção de pesquisadores e gestores acadêmicos estrangeiros, que realizaram visitas técnicas aos laboratórios das instituições paranaenses. Segundo o secretário estadual da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Nelson Bona, a medida representa um marco na estruturação de uma política de internacionalização para as sete universidades estaduais. “Com esse investimento, o governo avança na consolidação dessa agenda, convertendo acordos institucionais em projetos concretos de cooperação acadêmico-científica, além de colocar o Paraná em posição privilegiada no cenário internacional da pesquisa”, afirmou.
Os recursos do edital são provenientes do Fundo Paraná, uma dotação constitucional administrada pela Seti. Parte do orçamento será destinada ao custeio de bolsas-auxílio para o intercâmbio de estudantes de graduação e de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento. As propostas devem ser elaboradas em torno de sete eixos temáticos: agricultura e sistemas agroalimentares; saúde; clima e meio ambiente; educação, cultura e economia criativa; bioeconomia; materiais sustentáveis; e cidades inteligentes.
A constituição dessas redes de cooperação internacional está alinhada à Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Pecti-PR) 2024–2030. O edital elenca 18 instituições estrangeiras com as quais já foram estabelecidos acordos de cooperação: três na China, duas na Hungria, cinco no Japão e oito na Nova Zelândia. A concessão das bolsas-auxílio contempla mais de dez modalidades previstas nos normativos do Fundo Paraná.
Para a diretora de Ensino Superior da Seti, Maria Aparecida Crissi Knuppel, as experiências de intercâmbio desempenham um papel estratégico na formação profissional. “A vivência em outros países amplia horizontes, aprofunda o conhecimento em diferentes tradições científicas e fortalece competências importantes para a atuação em um mundo cada vez mais conectado”, disse. “Essas oportunidades formam profissionais mais preparados para os desafios organizacionais, com visão crítica, capacidade de adaptação e repertório para inovar”.
Os planos de trabalho apresentados pelas universidades estaduais precisam incluir mecanismos de sustentabilidade das ações e das redes de cooperação após o término das atividades propostas, além de disseminação dos resultados para a comunidade acadêmica e a sociedade. O objetivo é assegurar que o conhecimento gerado e as parcerias consolidadas tenham continuidade com impacto no período posterior à vigência dos projetos.
Em paralelo a essa iniciativa, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) coordenará um projeto aprovado no programa de internacionalização da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com um valor de R$ 35 milhões. Esse movimento reforça o compromisso do Paraná em fortalecer sua presença no cenário acadêmico global, promovendo a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de pesquisas de ponta em colaboração com instituições de referência internacional.

