O ano de 2025 consolidou-se como um marco histórico para a educação pública paranaense, com investimentos que ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão em infraestrutura, tecnologia e programas educacionais. O Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), responsável pela gestão da rede estadual, direcionou recursos para qualificar ainda mais as mais de 2 mil escolas que atendem estudantes em todo o estado.
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, enfatiza que todos os investimentos têm um objetivo central: fortalecer a qualidade do ensino. “Cada ação executada tem como foco central a aprendizagem dos estudantes. Ao modernizar as estruturas, ampliar espaços, incorporar novas tecnologias e fortalecer as condições de funcionamento das escolas, o Estado cria ambientes mais eficientes para o processo educacional”, afirma o secretário.
Um dos destaques do ano foi a ampliação da rede física. O Governo do Paraná entregou nove novas escolas em municípios como Fazenda Rio Grande, Cascavel, Medianeira, Ibiporã, Colorado, Toledo, Sengés, Mandirituba e Goioerê, beneficiando cerca de 7.700 estudantes com um investimento de R$ 94 milhões. Paralelamente, outras 18 unidades estão em construção em cidades como Itaperuçu, Piraquara, Rio Branco do Sul, Araucária, Apucarana, Maringá e Pato Branco, com previsão de atender aproximadamente 13.570 alunos e um investimento estimado em R$ 332 milhões.
As obras de reforma e revitalização também receberam atenção especial, com R$ 354 milhões destinados a 291 escolas em diferentes regiões. Foram concluídas 84 intervenções e outras 207 seguem em execução, incluindo adequações de acessibilidade, instalação de sistemas de prevenção a incêndios, modernização elétrica para climatização, renovação de cozinhas e refeitórios, e recuperação de estruturas.
Um episódio que testou a capacidade de resposta do estado ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu, onde um tornado atingiu sete escolas em novembro. A atuação ágil do governo garantiu que cerca de 1,5 mil estudantes pudessem encerrar o ano letivo. Em até dez dias, todas as seis escolas do campo retomaram as atividades, enquanto o Colégio Estadual Ludovica Safraider, no centro da cidade, recebeu R$ 10 milhões para reconstrução completa, com previsão de retorno em 2026.
O programa Escola Mais Bonita destinou R$ 140 milhões para ações emergenciais, manutenção ágil e melhorias de segurança em cerca de 1.600 escolas, beneficiando aproximadamente 800 mil estudantes. Outra iniciativa importante foi a substituição de salas de madeira: 320 das 504 identificadas foram substituídas (63% do total), com investimento de R$ 103 milhões e benefício para mais de 11 mil alunos. Com 143 salas em obras, o índice deve chegar a 91,8% em breve.
Na frente tecnológica, os investimentos superaram R$ 220 milhões, incluindo a entrega de 11.743 aparelhos de ar-condicionado para climatização de salas de aula e laboratórios, no valor total de R$ 59,8 milhões. Além disso, R$ 290 milhões foram aplicados em mobiliário e equipamentos para 2.088 unidades escolares, com destaque para cozinhas industriais modernizadas e mais de 60 mil conjuntos escolares.
O transporte escolar recebeu R$ 250 milhões por meio do Programa Estadual do Transporte Escolar (PETE), atendendo mais de 210 mil estudantes. O projeto Educação no Rumo Certo, com investimento de R$ 1,3 milhão, implementou um sistema de rastreamento em tempo real dos veículos, aumentando a segurança e a eficiência das rotas.
Pela primeira vez, o governo promoveu uma capacitação em larga escala exclusiva para merendeiras, em parceria com o Senac. Com investimento de R$ 364,8 mil, profissionais de mais de 2 mil escolas foram qualificados em boas práticas de manipulação de alimentos, aproveitamento integral de ingredientes e preparo de receitas nutritivas.
O ano também marcou o início de projetos inovadores, como o programa Escolas do Futuro, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Sete novas unidades estão sendo implantadas em municípios como Piraquara, Toledo, Curitiba e Araucária, com arquitetura sustentável, energia solar e reúso de água da chuva. A primeira escola, em Piraquara, deve ser entregue em 2026 com certificação internacional Leed e AQUA-HQE™.
Outro marco é a construção de um dos maiores e mais modernos planetários da América Latina, no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais. Com investimento estimado em R$ 40 milhões e tecnologia de projeção Zeiss, a inauguração está prevista para o segundo semestre de 2026, com capacidade para 140 mil visitantes anuais.
Para aumentar a eficiência nas obras, o Fundepar lançou o Plano de Implantação do BIM (Building Information Modeling), migrando do modelo CAD para uma metodologia digital integrada que promete maior precisão, redução de erros e economia de recursos públicos. A iniciativa coloca o Paraná como referência nacional na modernização da gestão de obras educacionais.
Com esses investimentos, o Paraná reforça seu compromisso com uma educação pública de qualidade, criando ambientes mais adequados, seguros e inovadores para os mais de 1 milhão de estudantes da rede estadual.

