O Governo do Paraná está reforçando suas políticas públicas para acelerar a transição energética no estado, com um plano de ações que ganha continuidade e novos contornos para 2026. A Superintendência-Geral de Gestão Energética (Supen), órgão vinculado à secretaria do Planejamento, é a principal responsável pela coordenação técnica dessas iniciativas, que visam a descarbonização da economia e o desenvolvimento sustentável.

"Com a Supen, o Governo do Paraná participa como agente efetivo da transição energética. Estamos plantando sementes de um trabalho que vai melhorar de forma impactante a vida da população, reduzir poluição nas cidades e avançar na preservação do meio ambiente", afirma o secretário do Planejamento, Ulisses Maia. A superintendência atua no planejamento de longo prazo, eficiência, inovação e na implementação de projetos prioritários no setor energético.

Uma das ações de destaque previstas para o próximo ano é a ampliação dos chamados corredores sustentáveis, rotas de abastecimento que utilizam gás natural veicular (GNV) e biometano. Em 2025, foram inaugurados dois postos de GNV, um em Ponta Grossa e outro em Campina Grande do Sul. Agora, em parceria com a Companhia Paranaense de Gás (Compagás), a ideia é instalar mais postos em cidades como Maringá, Cambé e São José dos Pinhais.

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"A iniciativa faz parte das ações de desenvolvimento dos corredores sustentáveis e de incentivo ao uso de combustíveis sustentáveis", disse o coordenador de Mobilidade Sustentável e Infraestrutura da Supen, Zeno Nadal. Ele lembra que o governo estadual já realizou outras medidas, como a descarbonização da frota de veículos públicos, a isenção de ICMS para equipamentos de refinarias de biometano (Decreto n° 9.817/2025) e a redução para 1% da alíquota do IPVA para veículos movidos a GNV e biometano.

Além da mobilidade, a Supen também articula ações para destravar o potencial do setor sucroenergético. O Paraná possui 25 usinas de etanol, mas apenas uma produz biometano atualmente. A superintendência trabalha com entidades do setor produtivo para estimular a geração desse gás, que pode ser usado como combustível sustentável, e estende essas ações para aterros sanitários.

Outro ponto alto da agenda para 2026 é a participação no Smart City Expo Curitiba, marcado para março. A Supen planeja trazer um ônibus híbrido a hidrogênio-elétrico para um roteiro especial durante o evento. "O foco é fomentar o transporte sustentável entre os participantes. A ideia é que seja um ônibus movido a hidrogênio de uma planta de hidrogênio renovável localizada em Araucária, que será inaugurada em março de 2026", explicou o superintendente da Supen, Sandro Vieira.

A governança dessas políticas é fortalecida pelo Comitê de Governança do Biogás e Hidrogênio Renovável, criado em 2024 e presidido pela Supen. O colegiado reúne representantes de várias secretarias estaduais, como Planejamento (SEPL), Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Agricultura e Abastecimento (Seab), Fazenda (Sefa), Ciência e Tecnologia (Seti), Indústria (Seic) e Casa Civil, e é organizado em quatro grupos de trabalho.

Em janeiro de 2026, o comitê se reunirá para debater a regulamentação da Lei n° 21.454/2024, que incentiva o uso do hidrogênio renovável. "O Comitê de Integração das Cadeias do Biogás e do Hidrogênio está trabalhando no desenvolvimento de políticas públicas que visam incentivar desde a produção até o consumo tanto do hidrogênio renovável quanto do biogás e do biometano. Desta forma, buscamos atrair investimentos e descarbonizar a economia paranaense", disse o coordenador do Comitê e coordenador de Gás Natural e Biocombustíveis da Supen, Thiago Olinda.

Essas iniciativas estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, considerando desafios globais como a emergência climática, a busca pela sustentabilidade, o desenvolvimento econômico e a economia circular. O trabalho da Supen e do governo paranaense reflete um esforço contínuo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e construir um futuro mais limpo e próspero para o estado.