O Paraná deu mais um passo para consolidar sua posição como polo de educação científica no país. Nesta quinta-feira (18), o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) assinou o contrato com o consórcio vencedor da licitação para a construção do Planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. As obras já começaram, com trabalhadores iniciando medições e descarregando os primeiros materiais no local.

O Consórcio Fundepar Planetário, formado pelas empresas JNB Construções e Serviços Ltda, Construtora Sandin Ltda e JB Construções e Empreendimentos Ltda, garantiu o projeto com um desconto de 7% sobre o valor máximo previsto no edital, que era de R$ 49,9 milhões. O valor final do contrato ficou em R$ 46,47 milhões, representando uma economia significativa para os cofres públicos.

"O Planetário é uma ferramenta estratégica para a educação científica do Paraná. O início das obras representa um avanço concreto para transformar o Parque da Ciência em um espaço ainda mais inovador, acessível e conectado com as novas formas de aprender", afirma a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona.

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O novo equipamento integra um conjunto de investimentos destinados à modernização do Parque da Ciência Newton Freire Maia, que passará por um amplo processo de revitalização. Projetado para ser um dos mais modernos da América Latina, o planetário vai ampliar a capacidade de atendimento a estudantes, pesquisadores e visitantes, reforçando o papel do espaço na popularização da ciência, da tecnologia e da astronomia.

A implantação do Planetário é uma ação do Governo do Paraná realizada em cooperação entre o Fundepar, a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa e o Fundo Paraná.

O projeto arquitetônico prevê uma edificação com uso de madeira engenheirada, técnica construtiva que utiliza camadas de madeira coladas sob alta pressão para formar peças de grande resistência e estabilidade. O método permite maior eficiência estrutural e redução na geração de resíduos, em comparação a sistemas tradicionais de concreto ou aço, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.

A obra incluirá uma cúpula de projeção imersiva, auditório, salas expositivas, ambientes pedagógicos e administrativos, áreas de apoio e serviços ao visitante, totalizando mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída. O projeto também contempla a revitalização e o paisagismo da trilha do Rio Canguiri, localizada nas dependências do Parque da Ciência.

Em setembro, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) já havia contratado a empresa alemã Carl Zeiss para o fornecimento do equipamento de projeção do Planetário. O governador Carlos Massa Ratinho Junior integrou a missão internacional que esteve na Alemanha para conhecer a tecnologia, referência mundial em qualidade óptica e imersão.

Com investimento robusto e tecnologia de ponta, o Paraná se prepara para oferecer à população uma experiência educacional única, que promete transformar a forma como estudantes e visitantes interagem com a ciência e a astronomia.