O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), deu um passo importante para fortalecer a pesquisa científica no estado ao firmar um memorando de entendimento com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O acordo, assinado nesta semana, estabelece uma cooperação científica e tecnológica focada em inteligência artificial e materiais sustentáveis, com atuação na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Este é o primeiro acordo que o CNPEM, instituição de referência nacional sediada em Campinas, São Paulo, firma com um governo estadual. A parceria não prevê obrigações financeiras diretas entre as partes, mas o governo paranaense já repassou R$ 4,5 milhões para equipar o Centro de Inovação Tecnológica da UEL, onde parte das atividades deve se concentrar.
O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, destacou que o projeto vai fortalecer a integração entre ciência, indústria e governo. "A parceria abrange uma série de frentes estratégicas. Entre elas, o desenvolvimento de soluções inovadoras para a descoberta, caracterização e aplicação de materiais sustentáveis, seguros e funcionais", afirmou. "É uma oportunidade de unir competências e acelerar pesquisas que podem resultar em novos produtos, processos e tecnologias para diversos setores".
O acordo estabelece a intenção das instituições de desenvolver pesquisas, compartilhar conhecimento e articular iniciativas que envolvem desde estudos sobre materiais sustentáveis e aplicação de IA em processos laboratoriais, até a oferta de cursos, workshops e intercâmbio de pesquisadores. Uma das áreas de atuação será o uso de ferramentas de inteligência artificial para otimizar processos de investigação, apoiar a colaboração remota entre especialistas e aprimorar a gestão de dados.
O planejamento de experimentos e o uso de metodologias baseadas em "FAIR data" também estão previstos. Este princípio orienta para que os dados científicos sejam fáceis de encontrar, fáceis de acessar, compreensíveis por diferentes sistemas e prontos para serem reutilizados em novas pesquisas.
Além das pesquisas, a cooperação prevê a realização de workshops, cursos, disciplinas e outras atividades de formação, assim como o intercâmbio de estudantes, técnicos e pesquisadores para treinamento em soluções inovadoras. As instituições também iniciarão as tratativas para a estruturação do futuro Centro de Inteligência para Materiais Sustentáveis, a ser articulado com parceiros nacionais e internacionais.
O CNPEM é responsável por alguns dos laboratórios mais avançados do país, incluindo o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). A parceria com o Paraná representa uma expansão da atuação da instituição para além de São Paulo, fortalecendo a rede de pesquisa nacional.
Para o Paraná, o acordo reforça a posição do estado como polo de inovação tecnológica. Recentemente, o estado recebeu pela quarta vez consecutiva o título de "Diamante" em transparência pública, indicador que demonstra o compromisso com a gestão pública eficiente - um ambiente favorável para parcerias de pesquisa como esta.
A expectativa é que a cooperação entre SEIA, CNPEM e UEL acelere avanços científicos e industriais no Paraná, criando novas oportunidades para pesquisadores, estudantes e empresas do estado. O foco em materiais sustentáveis e inteligência artificial coloca o Paraná na vanguarda de temas estratégicos para o desenvolvimento tecnológico do país.

