O Governo do Paraná e o Banco Mundial deram início, nesta segunda-feira (23), à fase presencial da Missão de Preparação Técnica do Programa de Segurança Hídrica (PSH). As atividades, que começaram de forma online na quinta-feira (29) e seguem até o dia 27 de março, têm como objetivo principal preparar a documentação do programa que será enviada ao governo federal, além de discutir os arranjos do projeto e supervisionar as atividades de 2026 financiadas por fundos retroativos ou de contrapartida.

Os encontros acontecem na Sala de Situação da Secretaria de Estado do Planejamento (SEPL) e contam com a participação de diversas instituições paranaenses. Estão presentes representantes das secretarias estaduais do Planejamento, da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), da Administração e Previdência (SEAP) e da Fazenda (SEFA), além do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR), do Instituto Água e Terra (IAT), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Sanepar.

O Programa de Segurança Hídrica do Paraná é uma iniciativa do Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial que busca garantir água em quantidade e qualidade para a população, a indústria e o meio ambiente, enfrentando também os riscos relacionados às mudanças climáticas. O PSH prevê um investimento total de US$ 263 milhões, sendo US$ 186 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 77 milhões como contrapartida do Estado.

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O secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, destacou a importância desta fase. “É uma atividade de grande importância, pois concretiza cada vez mais esse programa que trará tantos benefícios a todos os paranaenses. São US$ 260 milhões em investimentos que serão revertidos em ações que vão melhorar o uso e a qualidade da água do Estado e, consequentemente, a vida da população”, comentou.

Além da preparação da documentação, o primeiro dia de encontros presenciais debateu temas relacionados ao acesso universal ao saneamento básico, com ênfase no saneamento rural. Isso inclui a ampliação do acesso à água potável, o tratamento adequado de dejetos no meio rural e a implementação de um modelo de gestão comunitária.

Nos próximos dias, também serão discutidas intervenções na Bacia do Alto Iguaçu, localizada na Região Metropolitana de Curitiba, e outros planos de bacias e mananciais que enfrentam risco de contaminação. O programa fortalece a participação social e a governança, unindo governo, municípios, produtores rurais e sociedade civil em torno da missão de proteger a água.

A gerente do projeto pelo Banco Mundial, Marie-Laure Lajaunie, especialista principal em gestão de recursos hídricos, explicou a atuação da instituição. “O papel do Banco Mundial agora é fazer uma missão que permita duas coisas: a primeira parte é estar pronto para poder implementar o projeto, pois há alguns trâmites e documentos que precisam ser concluídos. A segunda parte é prepararmos as licitações e contratações para elegibilidade do financiamento retroativo. Para isso, estamos supervisionando o que estão fazendo nesse ano de 2026, tanto na parte de contrapartida do Estado quanto à contrapartida do financiamento retroativo”, detalhou.

Anteriormente, o PSH passou por Missões de Preparação que buscaram refinar e aprimorar detalhes do programa. Foram realizadas visitas técnicas em diversas cidades do Paraná, como Maringá, Umuarama, Loanda e Cianorte, além da Região Metropolitana de Curitiba. Após a preparação da documentação que acontece neste momento, estão previstas as etapas de avaliação e assinatura contratual com o governo federal.

“A agenda para a negociação do contrato de empréstimo com o governo federal e o Estado será em junho de 2026. Depois disso, vamos passar ao conselho diretivo do Banco Mundial, provavelmente em julho, e depois serão realizados todos os trâmites internos para a assinatura do contrato”, destacou Lajaunie.

Também estiveram presentes no encontro presencial o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scrocaro; a controladora-geral do Estado, Louise da Costa e Silva Garnica; o diretor de Pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Takeshi Suzuki Junior; e o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Fernando Guedes. A missão conta, ainda, com a presença de Alisson Vilas Boas, da Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do governo federal.