O Paraná viveu nesta sexta-feira (6) um momento histórico para sua infraestrutura. Enquanto no Litoral Leste, a tão aguardada Ponte de Guaratuba concretava seu "beijo da ponte" - a aduela de fechamento que une definitivamente as cidades de Guaratuba e Matinhos - no extremo Oeste do Estado, em Foz do Iguaçu, outra ponte já opera como alternativa na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. As duas obras se transformaram em símbolos do investimento em infraestrutura que atravessa o Estado de ponta a ponta.
"Fazer obra estruturante no Brasil é um grande desafio e a gente conseguiu, além de tantas outras, fazer essa grande obra. Estamos conectando o Paraná de leste a oeste", afirmou o governador Ratinho Junior durante a vistoria à obra no Litoral. O momento marcante aconteceu quando as duas margens da Baía de Guaratuba se uniram por terra após mais de 40 anos de espera, substituindo definitivamente o sistema de ferryboat que até então era a única opção de travessia.
O Governo do Estado está investindo cerca de R$ 400 milhões na Ponte de Guaratuba, uma estrutura impressionante que consumiu 45 mil metros cúbicos de concreto e 5,5 mil toneladas de aço. Com mais de 1.200 metros de extensão, a ponte terá quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Considerando os acessos terrestres nas duas extremidades, a obra total abrange pouco mais de 3 km.
"A Ponte de Guaratuba é muito emblemática, mas todas essas obras ajudam muito no desenvolvimento do nosso Estado", destacou o governador. Ele lembrou que apenas na quinta-feira havia começado a construção da ponte sobre o Rio Ivaí entre Japurá e São Carlos do Ivaí, no Noroeste paranaense. "São exemplos de tantas obras que estamos fazendo no Paraná".
A obra no Litoral é coordenada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), e executada pelo Consórcio Nova Ponte. Iniciada em 2023 e próxima de ser concluída, a ponte faz parte de um pacote maior de desenvolvimento para a região litorânea.
"É a obra mais emblemática do Paraná nos últimos 40 anos, mas não é uma obra solta. Ela tem toda uma racionalidade que se conecta a outros projetos que estamos tirando do papel no Litoral", explicou Ratinho Junior. Entre os projetos citados estão a engorda das praias de Matinhos e Guaratuba, a revitalização da orla de Pontal do Paraná, as duplicações da PR-412 (entre Guaratuba e Garuva e de Matinhos a Praia de Leste) e da PR-407, que deve começar no segundo semestre deste ano.
Enquanto o Litoral celebra sua nova conexão, a 770 quilômetros dali, no Oeste paranaense, a Ponte da Integração Brasil-Paraguai já opera como uma alternativa para desafogar o tráfego da saturada Ponte da Amizade. Fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a Itaipu Binacional, esta obra representa outro eixo importante da estratégia de infraestrutura estadual.
"Com muito planejamento e técnica jurídica, demonstramos aos paranaenses que não iríamos manter eternamente essa imposição de ter apenas a balsa para fazer a travessia entre Guaratuba e Matinhos", complementou o governador. "Em pleno século 21, não tinha raciocínio lógico as duas cidades ficarem desconectadas se a engenharia tem solução para isso".
O governador ressaltou ainda a importância estratégica das obras para o desenvolvimento turístico: "Estamos resgatando o Litoral do Paraná e mostrando para o Brasil que aqui existe um litoral bonito, estruturado e que preserva o meio ambiente". As duas pontes, em extremos opostos do Estado, simbolizam não apenas conexões físicas, mas uma nova fase de investimentos em infraestrutura que promete transformar a mobilidade e a economia paranaense.

