Uma comitiva do Governo do Paraná realizou nesta semana uma série de visitas e reuniões na Hungria com o objetivo de fortalecer laços de cooperação em áreas estratégicas como pesquisa, inovação e ensino superior. O foco principal das agendas foi o desenvolvimento de parcerias na agricultura e produção de alimentos, com ênfase em tecnologias que possam melhorar a qualidade e a segurança dos produtos paranaenses.
A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) foi representada na missão pelo secretário Aldo Nelson Bona e pelo assessor para Cooperação Internacional, Paulo Schmidt. Segundo Bona, o Paraná e a Hungria têm interesses e competências que se complementam. "O Paraná é um grande produtor de alimentos, enquanto a Hungria se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor. Há uma grande possibilidade de cooperação que pode gerar inovação e valor agregado à produção paranaense", afirmou o secretário.
As agendas com instituições húngaras foram articuladas pelo cônsul honorário da Hungria em Curitiba, Marco Aurélio Schetino de Lima, que também fez parte da comitiva. Essa iniciativa reforça os esforços do estado em internacionalizar suas ações e buscar soluções inovadoras para setores-chave da economia.
Durante as visitas, a comitiva paranaense esteve no Instituto Experimental de Laticínios da Hungria, localizado em Mosonmagyaróvár, a cerca de 160 km da capital Budapeste. O instituto é referência em pesquisa aplicada à cadeia produtiva do leite, e o objetivo foi discutir parcerias com o Parque Tecnológico do Leite, que será implantado em Castro, no Paraná. Essa colaboração pode trazer avanços significativos para a indústria láctea do estado, incorporando tecnologias testadas e validadas em um ambiente de excelência.
Ainda em Mosonmagyaróvár, os representantes do Paraná visitaram a Universidade Széchenyi István, onde trataram de cooperação em agricultura de precisão. Fundada em 1968, a instituição incentiva políticas de internacionalização por meio de programas de intercâmbio, o que abre portas para estudantes e pesquisadores paranaenses ampliarem seus conhecimentos e experiências no exterior.
Em Budapeste, a comitiva conheceu a Universidade Semmelweis, uma das mais renomadas da Europa Central. O encontro abordou a transferência de tecnologia aplicada aos setores agropecuário e de saúde, com potencial para beneficiar tanto a produção agrícola quanto a área médica no Paraná. A agenda incluiu uma reunião com representantes da Fundação Mesterházy, que atua na promoção de alimentos saudáveis e inovação no setor alimentício, destacando a sinergia entre as necessidades paranaenses e as expertises húngaras.
Além disso, a missão contemplou visitas à Universidade de Szeged, considerada a melhor da Hungria, e à Universidade Eötvös Loránd (ELTE), fundada em 1635 e uma das mais antigas e maiores do país. Nessas instituições, foram discutidas iniciativas de cooperação acadêmica e intercâmbio de estudantes, visando enriquecer a formação de jovens paranaenses e fomentar a troca de conhecimentos.
Essa não é a primeira vez que o Paraná e a Hungria estabelecem laços cooperativos. Em 2023, o estado firmou uma parceria com o Consulado-Geral da Hungria, com sede em São Paulo, na área de tecnologia e inovação. Como resultado desse memorando de entendimento, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) utilizou uma tecnologia húngara para desenvolver uma solução agrícola de controle biológico no Brasil, demonstrando o potencial concreto dessas colaborações.
As ações realizadas na Hungria refletem a estratégia do Governo do Paraná de buscar inovação e qualidade em setores vitais, como a agricultura, que é um dos pilares da economia estadual. Com essas parcerias, espera-se não apenas modernizar a produção, mas também garantir alimentos mais seguros e sustentáveis para a população, fortalecendo a posição do Paraná como líder no agronegócio brasileiro.

