O Paraná fechou 2025 com um marco histórico na atração de investimentos privados. Por meio do programa Paraná Competitivo, o estado conseguiu captar cerca de R$ 15 bilhões em contratos assinados ao longo do ano, um valor 8% superior aos R$ 13,8 bilhões alcançados em 2024. Este é o melhor resultado desde a criação da iniciativa, em 2011, que tem como objetivo tornar o território paranaense mais atrativo para novos empreendimentos.

Foram firmados 136 contratos de parceria para implantação e ampliação de parques industriais em 49 municípios do estado. De acordo com estimativas da Assessoria de Assuntos Econômicos e Tributários (AEET) da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), a previsão é que esses empreendimentos gerem aproximadamente 21,9 mil empregos diretos.

O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, destaca essa marca histórica como um reflexo do sucesso do programa e do cenário de estabilidade econômica do Paraná. Em 2025, o estado conquistou a nota máxima nos principais indicadores fiscais do Brasil e do mundo — o que, segundo ele, é um catalisador para atrair novos investidores. “Quando celebramos a Capag A+ ou o reconhecimento de agências como Fitch e Moody’s, estamos falando justamente da imagem e da confiança que o Estado passa para o mundo. E o resultado do Paraná Competitivo em 2025 mostra isso. Mostra como somos uma economia forte, estável e bastante consolidada que transmite segurança — ou seja, um ambiente propício para negócios”, explica.

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Para o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o programa já se consolidou no mercado e se tornou um elemento estratégico e fundamental para a economia estadual. “O Paraná Competitivo vem se mostrando necessário para trazer esse grande número de investimentos e ampliações das fábricas aqui no Paraná”, diz. “Mais do que isso, ele desempenha um papel atual e necessário nessa briga fiscal entre os estados. É uma grande vantagem que temos para trazer todos esses investimentos”.

Um dos exemplos emblemáticos foi a parceria firmada com a XBRI Pneus. A empresa confirmou em 2025 um dos maiores investimentos industriais já anunciados no Paraná: R$ 4,2 bilhões para a implantação de uma nova fábrica na cidade — valor que pode chegar a R$ 6,7 bilhões, segundo projeções da própria companhia.

De acordo com o CEO da marca, Nabil Chamseddine, a decisão pelo estado levou em conta fatores estratégicos como logística, infraestrutura, disponibilidade de mão de obra qualificada e segurança regulatória. O executivo destaca que o Paraná se sobressai frente a outros estados avaliados por apresentar governança institucional, articulação entre Estado, município e setor produtivo, além de um ecossistema industrial mais maduro e preparado para projetos de grande porte. “O ambiente de negócios do Paraná, com forte parceria institucional entre Governo do Estado, autoridades locais e a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa oferece segurança jurídica, previsibilidade e condições adequadas para a execução de um projeto industrial dessa dimensão”, aponta Chamseddine.

Essa boa articulação entre Estado e indústria é um dos diferenciais do Paraná Competitivo e uma das razões para os números crescentes ano após ano, como explica o gestor do programa e diretor da AEET da Sefa, Francisco Inocêncio. “A experiência nos permitiu agilizar processos e oferecer ao setor produtivo um cenário mais atraente. É a excelência da boa gestão sendo reconhecida pelo setor privado, o que se converte em mais investimentos, mais empregos e uma economia pujante para todos os paranaenses”, ressalta.

Além da XBRI, outros investimentos importantes foram confirmados ao longo do ano e ajudaram o programa a conquistar o valor recorde. É o caso da expansão do parque automotivo da Renault do Brasil, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No início de novembro, o Governo do Paraná oficializou o acordo com a empresa chinesa Geely para investimentos de R$ 3,8 bilhões na planta da empresa francesa com foco na diversificação da produção.

Outro empreendimento confirmado neste ano foi a ampliação e modernização da unidade da Cooperativa Agrária Agroindustrial no distrito de Entre Rios, em Guarapuava. Com aporte de R$ 1,1 bilhão, o projeto inclui a construção de duas novas plantas industriais, a atualização completa da maltaria atual e a entrada da cooperativa em um novo segmento estratégico: a produção de maltes especiais em escala industrial, insumo hoje importado.

Segundo Jeferson Caus, superintendente de Negócios da Agrária, o investimento deve impactar diretamente a cadeia produtiva de cevada no Paraná — algo possível apenas graças ao programa. “O Paraná Competitivo nos apoia, nos suporta e nos dá segurança para continuarmos investindo na nossa comunidade local, crescermos e nos tornarmos ainda mais relevantes, propiciando aos nossos produtores, sócios e cooperados um sucesso cada vez maior”, conclui.