A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) tem transformado a assistência médica no estado através de um ambicioso projeto de modernização que combina tecnologia de ponta com humanização do atendimento. Nos últimos anos, o governo estadual implementou soluções digitais que estão reduzindo drasticamente o tempo de espera por consultas e exames, ampliando o acesso a especialistas mesmo em municípios menores e criando um sistema de saúde mais integrado e eficiente.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a combinação entre inovação e humanização tem guiado as entregas da saúde. "O Paraná vem investindo em soluções que aproximam o cuidado das pessoas, reduzem deslocamentos, tornam os processos mais eficientes e fortalecem a regionalização. Isso traz resultados concretos que impactam diretamente na vida do cidadão e mostram que tecnologia e humanização caminham juntas na saúde", afirmou.

Um dos destaques desse processo é a expansão do Núcleo de Telessaúde da Sesa. Em 2025, o programa de Telediagnóstico em Eletrocardiograma (Tele-ECG) alcançou 103 novos municípios, totalizando 164 cidades atendidas e 252 serviços de saúde vinculados à estratégia nacional - um crescimento superior a 200% em comparação a 2024. Com essa expansão, foram disponibilizados 133 mil laudos de eletrocardiograma emitidos por cardiologistas, com tempo de resposta de até 10 minutos para casos de urgência e duas horas para exames eletivos.

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"O serviço, além de agilizar diagnósticos, reduz deslocamentos e garante atenção especializada mesmo em municípios de menor porte", explica a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes. A estratégia também avançou em áreas como dermatologia, com 26 municípios realizando cerca de 4 mil exames, metade deles resolvidos sem necessidade de consulta presencial.

Outro pilar da transformação digital na saúde paranaense é a Plataforma Paraná Saúde Digital, que passou de pouco mais de três mil usuários em novembro de 2024 para mais de 10 mil em 2025 - um avanço de cerca de 230% em menos de doze meses. A ferramenta, adquirida pela Sesa com investimento de R$ 13,1 milhões até agora, integra dados da Rede de Atenção à Saúde desde a Atenção Primária até a ambulatorial e hospitalar.

"Com os dados e indicadores disponibilizados pela plataforma, tornamos mais rápida e estratégica a análise de dados para o rastreamento e cuidado individualizado, cidadão por cidadão, município por município. A Saúde Digital nos permite formular políticas públicas personalizadas e assertivas, de acordo com cada região e público-alvo", explicou Maria Goretti. "A ferramenta se tornou essencial para apoiar o alcance de metas na Atenção Primária em Saúde e melhorar resultados em áreas prioritárias como imunização, saúde materno-infantil, condições crônicas e saúde do idoso", completou.

Na área de regulação, os avanços são igualmente impressionantes. A consolidação do Sistema Estadual de Regulação (Care-PR) trouxe melhorias históricas: redução de 80,5% no tempo médio de espera para internação hospitalar (que caiu de 31h25 em 2019 para 6h12 em 2025), 95,3% das internações realizadas em menos de 24 horas, e 99% dos pacientes internados dentro da própria macrorregião.

"O Care permitiu organizar o acesso com base em critérios técnicos, trazendo mais transparência, segurança e eficiência ao processo regulatório. Hoje temos uma rede mais integrada, com respostas mais rápidas e alinhada às necessidades reais dos usuários", destacou a diretora de Contratualização e Regulação da Sesa, Raquel Mazetti.

Com a implantação da Central Estadual de Regulação do Acesso Ambulatorial (CERA-PR) em 2023, o estado passou a analisar solicitações de consultas prioritárias com base em protocolos padronizados. Em apenas dois anos, foram avaliados 6.688 protocolos, resultando na redução de 31% da fila priorizada e na queda do tempo médio de espera - que passou de 104 dias para 28 dias.

O Paraná também avançou na federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ferramenta oficial de interoperabilidade do SUS. A Sesa passou a enviar dados clínicos, administrativos e epidemiológicos, além de informações do sistema estadual de regulação, fortalecendo a consistência dos dados e ampliando a integração com o ecossistema nacional de informações em saúde.

"Estamos construindo um sistema de saúde cada vez mais inteligente, acessível e humano. A tecnologia chega para ampliar a resolutividade, apoiar os profissionais e garantir mais qualidade de vida à população paranaense", afirmou o secretário Beto Preto, destacando que o investimento do estado em urgência e emergência chegou a R$ 1 bilhão em seis anos.