O Governo do Paraná deu um passo decisivo esta semana para a construção de um dos planetários mais modernos da América Latina. A homologação do resultado da licitação para a obra no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, marca o início da fase de execução do projeto, que promete transformar o local em um polo de referência para a educação científica no estado.

O processo, conduzido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), teve a participação de 14 empresas e foi marcado por recursos administrativos de concorrentes, analisados conforme os trâmites legais. Ao final, o Consórcio Fundepar Planetário, formado pelas empresas JNB Construções e Serviços Ltda, Construtora Sandin Ltda e JB Construções e Empreendimentos Ltda, saiu vencedor ao apresentar a melhor proposta financeira, com um desconto de 7% sobre o valor máximo previsto no edital, que era de R$ 49,9 milhões. O valor final da obra ficou em R$ 46,47 milhões.

Com a homologação, o próximo passo é a formalização do contrato e a emissão da ordem de serviço, que autorizará o início das obras. A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, destacou a importância do projeto: "O Planetário é um equipamento estratégico para a educação científica do Paraná. A conclusão dessa etapa permite avançar para a execução de um projeto que vai ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer o Parque da Ciência como referência em inovação e divulgação científica".

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O novo planetário integra um amplo processo de revitalização do Parque da Ciência Newton Freire Maia, com investimentos voltados para a modernização do espaço. Projetado para atender estudantes, pesquisadores e visitantes, o equipamento deve ampliar a capacidade de popularização da ciência, tecnologia e astronomia na região.

O projeto de execução da obra chama a atenção pela sustentabilidade e inovação. A construção utilizará madeira engenheirada, uma técnica que emprega camadas de madeira coladas sob alta pressão para formar peças de grande resistência e estabilidade. Esse método oferece maior eficiência estrutural, gera menos resíduos em comparação com técnicas convencionais de concreto ou aço, e garante menor custo, alinhando-se a práticas sustentáveis.

A edificação terá mais de 4.500 metros quadrados de área construída e incluirá uma cúpula de projeção imersiva, auditório, salas expositivas, ambientes pedagógicos e administrativos, áreas de apoio e serviços ao visitante. Além disso, o projeto contempla a revitalização e o paisagismo da trilha do Rio Canguiri, localizada dentro do parque, integrando a estrutura ao ambiente natural.

Em setembro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior firmou uma parceria com a empresa alemã Carl Zeiss para a aquisição do equipamento de projeção do planetário. A tecnologia, considerada uma das mais avançadas do mundo em qualidade de lentes, garantirá uma experiência imersiva e de alta precisão para os visitantes, reforçando o caráter de vanguarda do projeto.

Com essas iniciativas, o Paraná avança na consolidação de um espaço educacional que promete não só atrair curiosos sobre o universo, mas também servir como ferramenta pedagógica para escolas e universidades, fortalecendo a base científica do estado e inspirando futuras gerações.