O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), deu um passo importante na reestruturação da rede pública de saúde ao anunciar a construção de sete novos hospitais em diversas regiões do estado, com início previsto para 2026. As unidades serão erguidas em Bituruna, Foz do Iguaçu, Nova Esperança, Assis Chateaubriand, Paiçandu, Guaratuba e Cascavel, complementando os lançamentos já realizados em janeiro em Matinhos e Guaíra. O objetivo central é descentralizar o atendimento, ampliar o número de leitos e modernizar a infraestrutura hospitalar, reduzindo a dependência de grandes centros urbanos.

Em Bituruna, o novo Hospital São Vicente de Paula receberá um investimento de R$ 19,9 milhões. A unidade qualificará o atendimento de urgência e emergência e terá localização estratégica para facilitar o acesso e o deslocamento de ambulâncias, articulando-se com o hospital de referência em União da Vitória. Já em Nova Esperança, um hospital municipal com 38 leitos e 2.739 m² será construído com aporte de R$ 18,1 milhões, fundamental para descentralizar os atendimentos de média complexidade da 15ª Regional de Saúde e reduzir a dependência de Maringá, fortalecendo a Rede Mãe Paranaense.

A Secretaria da Saúde também desenvolve projetos de novos hospitais e ampliações em Foz do Iguaçu, Assis Chateaubriand e Cascavel, o que ajudará a desafogar os atendimentos do Hospital Universitário do Oeste, hoje uma referência na região que praticamente dobrou de tamanho nos últimos anos com investimentos do Estado. Essas unidades terão perfil regional e também farão atendimento ao SUS. As outras duas unidades serão construídas em Paiçandu, no Noroeste, para aliviar a pressão do crescimento populacional na região de Maringá, e em Guaratuba, projetando o crescimento populacional com a inauguração da Ponte de Guaratuba.

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Os dois primeiros hospitais desse plano mais robusto para o ano já foram anunciados em Matinhos e Guaíra. O primeiro terá 90 leitos, incluindo UTI, atendendo uma demanda histórica do Litoral. O segundo, no Oeste, terá 84 leitos, com estimativa de realizar aproximadamente 3.024 atendimentos mensais, entre consultas, procedimentos e internações. Segundo o secretário da Saúde, Beto Preto, "Estamos materializando o maior plano de reestruturação da saúde que o Paraná já viu. A era do 'turismo de ambulância', em que um pai ou uma mãe precisava se deslocar por centenas de quilômetros em busca de um leito de UTI para seu filho, está chegando ao fim. A política de regionalização, pilar entre as prioridades do Estado, é a resposta a essa dívida histórica com o Interior do Paraná".

Esse plano está em execução há alguns anos. Em 2025, o Paraná já ganhou duas novas unidades (Pinhais e Rio Branco do Sul), e outras cidades estão com obras mais avançadas, como Colombo, São José dos Pinhais, Cianorte, São Mateus do Sul e Loanda. Também já foi anunciado o apoio para a construção do HCzinho, a unidade infantil do Hospital das Clínicas de Curitiba. Desde 2019, foram entregues dez hospitais novos para a população: além de Pinhais e Rio Branco do Sul, foram inauguradas as instalações de Guarapuava, Telêmaco Borba, Ivaiporã, Toledo, Cafelândia, Cornélio Procópio, Boa Vista da Aparecida e Maringá (Hospital da Criança).

No total, o plano de reestruturação da saúde do Paraná contempla 90 obras hospitalares, entre hospitais municipais e filantrópicos, englobando também reformas e modernizações. Desse montante, 43 obras já foram concluídas, representando um investimento de R$ 132 milhões. Alguns exemplos incluem as reformas dos hospitais de Francisco Beltrão, Apucarana, Hospital Universitário de Maringá, União da Vitória e Hospital do Trabalhador (Curitiba). Com um aporte de R$ 1,4 bilhão, o estado reforça ainda os investimentos em transporte para o SUS, enquanto mantém marcos como a referência em cirurgias de deformidade da coluna vertebral e a ausência de transmissão nativa de malária há sete anos, demonstrando um monitoramento eficaz na área da saúde.