O Paraná dará um salto significativo em sua rede de ensino com a adição de 33 novos colégios cívico-militares, elevando o total para 345 instituições que funcionam dentro deste modelo. Desse montante, 12 unidades serão implementadas por meio do Programa Paraná Integral (PPI), reforçando a expansão de um sistema educacional que já é o maior do Brasil em sua categoria.
A decisão foi tomada após uma consulta pública realizada no início da semana em escolas da rede estadual, onde a comunidade escolar demonstrou amplo apoio ao modelo. O resultado mostrou uma aprovação de 66% nas unidades consultadas, confirmando a aceitação massiva dessa proposta educacional e solidificando o estado como líder nacional nesse segmento.
O modelo cívico-militar integra práticas de gestão civil com a atuação de militares da reserva (inativos) em funções administrativas e de apoio à rotina escolar. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, a ampliação reflete tanto a demanda das comunidades quanto o desempenho positivo observado nos indicadores de organização, disciplina e ambiente escolar, além do alinhamento com o planejamento estratégico da pasta.
As novas unidades estarão distribuídas por 25 municípios paranaenses: Apucarana, Arapongas, Sabáudia, Engenheiro Beltrão, Cafelândia, Cascavel, Japurá, São Tomé, Assaí, Curitiba, Dois Vizinhos, Santa Terezinha do Itaipu, Guarapuava, Ivaiporã, Joaquim Távora, Abatiá, Loanda, Itaúna do Sul, Lobato, Paiçandu, Maringá, Paranaguá, Pontal do Paraná, Toledo e Pérola. A publicação oficial do resultado será feita em Diário Oficial.
O secretário de Educação, Roni Miranda, destacou que os colégios cívico-militares já estão consolidados como sucesso entre as comunidades escolares que adotaram o modelo. "O modelo é aprovado por 89,3% dos pais e responsáveis e 90,4% de professores e pedagogos. O grau de recomendação do sistema educacional também é significativo, com 85,9% pontuando que indicariam o modelo para outros pais", afirmou Miranda.
No processo de consulta pública, participaram todos os membros das comunidades escolares aptos à votação: pais e responsáveis, alunos maiores de 18 anos, professores e servidores. Ao todo, 25.830 pessoas estavam habilitadas a votar, sendo 21.509 responsáveis por alunos menores, 1.126 estudantes maiores de idade e 3.195 servidores das unidades.
Com a adesão das novas instituições ao modelo, o objetivo é diminuir a fila de mais de 11 mil estudantes que aguardam vagas em escolas cívico-militares no estado, conforme complementou o secretário.
Paralelamente à expansão dos colégios cívico-militares, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) também divulgou a lista de escolas que podem participar do Programa Parceiro da Escola em 2026. São 14 escolas de 11 municípios: Roncador, Laranjeiras do Sul, Curitiba, Balsa Nova, Campina Grande do Sul, Sarandi, Maringá, Ponta Grossa, Londrina, Porecatu e Mauá da Serra.
Estas instituições poderão contar com o apoio de empresas parceiras para serviços de manutenção e reparo da infraestrutura, serviços administrativos, gestão de terceirizados da limpeza e segurança. O resultado final da consulta pública depende da homologação das empresas que serão credenciadas e acontece com base nos critérios técnicos previamente definidos nos termos do Decreto Estadual 7.235/2024, que regulamenta o programa.
A localização geográfica das instituições também será levada em consideração para a definição das empresas parceiras. A lista inclui dois colégios cuja proposta foi aprovada mediante consulta pública realizada nos dias 17 e 18 de novembro, além de 12 unidades onde a consulta não atingiu o quórum mínimo de 50% mais um estipulado pela Seed-PR.
Estas escolas foram incluídas na lista de elegíveis ao programa com base em critérios técnicos como frequência escolar abaixo da média estadual e desempenho na aprendizagem medido pela nota do Ideb, considerando colégios que ficaram abaixo da média, que reduziram sua nota na última avaliação ou que não tiveram o índice divulgado, entre outros parâmetros.
Atualmente, são 82 escolas dentro do Programa Parceiro da Escola, e em 2026 esse número pode chegar a 96. A aprovação de pais e responsáveis com o modelo é de 86%, principalmente por conta da redução das aulas vagas e aumento na ocorrência de observações pedagógicas que permitem à direção estabelecer estratégias mais assertivas para melhorar o desempenho das escolas.

