A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, considerada uma das maiores manifestações de diversidade do mundo, completa 30 anos neste ano. Marcada para o dia 7 de julho, na Avenida Paulista, a edição de 2024 terá como tema "A rua convoca, a urna confirma", com o objetivo de ampliar o debate sobre a importância do voto e da participação política em um ano de eleições presidenciais.

Para a organização do evento, o voto é um instrumento central para a definição de políticas públicas e garantia de direitos. "A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir", afirma Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

A primeira edição ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt, e só no ano seguinte passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou. Desde então, a Parada sempre leva às ruas discussões fundamentais, como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. No ano passado, o tema foi o envelhecimento.

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"A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável", reforçou Pereira, em nota.